A prévia da inflação brasileira, medida pelo IPCA-15, registrou alta de 0,20% em novembro. O resultado, divulgado nesta quarta-feira (26), foi impulsionado principalmente pelos serviços, enquanto a desaceleração de alimentos atuou como contrapeso. No acumulado em 12 meses, o indicador atingiu 4,50%, encostando no limite máximo da meta de inflação perseguida pelo Banco Central (que é de 3,0%, com margem de 1,5 ponto percentual).
Os especialistas consideram que, embora a alta do mês tenha ficado ligeiramente acima do esperado, o dado anual reforça o viés de baixa para a inflação de 2025 e intensifica a expectativa do mercado por um corte da taxa Selic em janeiro do próximo ano. No acumulado do ano, o IPCA-15 registra alta de 4,15%, um contraste com os 0,62% registrados em novembro de 2024.
Dos nove grupos avaliados, sete apresentaram aumento em novembro. O destaque de alta foi o grupo Despesas Pessoais, que registrou a maior variação do mês (0,85%), contribuindo com 0,09 ponto percentual (p.p.) para o índice geral. A pressão veio, sobretudo, dos aumentos em hospedagem (4,18%) e pacote turístico (3,90%).
O item que mais impactou foi o plano de saúde (0,50%). Destaque para as passagens aéreas, que subiram 11,87% e tiveram o maior impacto individual do mês (0,08 p.p.).
No mesmo grupo de Transportes, a pressão foi atenuada pela queda de 0,46% no subgrupo de combustíveis, com reduções no etanol (-0,54%), gasolina (-0,48%) e óleo diesel (-0,07%).
Após cinco meses de recuo, o grupo de maior peso no índice, Alimentação e Bebidas, voltou ao campo positivo com uma leve alta de 0,09%. Alimentação no domicílio continuou em terreno negativo (-0,15%), puxada pelas quedas em produtos essenciais como leite longa vida (-3,29%), arroz (-3,10%) e frutas (-1,60%). Contudo, itens como batata inglesa (11,47%), óleo de soja (4,29%) e carnes (0,68%) registraram alta.
Alimentação fora do domicílio (0,68%) apresentou uma aceleração notável em relação a outubro (0,19%), com alta na refeição (de 0,06% para 0,56%) e no lanche (de 0,42% para 0,97%).
O grupo Habitação apresentou uma leve desaceleração (de 0,16% para 0,09%). A principal influência negativa veio da energia elétrica residencial, que reduziu o ritmo de queda (de -1,09% para -0,38%), mesmo com a vigência da bandeira tarifária vermelha patamar 1. Em contrapartida, subiram itens como condomínio (0,38%) e aluguel residencial (0,37%).








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