O Citigroup reportou um lucro líquido de US$ 2,47 bilhões no quarto trimestre de 2025, o que representa uma retração de 13% em comparação aos US$ 2,85 bilhões registrados no mesmo intervalo do ano anterior. O balanço financeiro, divulgado na manhã desta quarta-feira (14), revelou um lucro por ação de US$ 1,19, valor que ficou significativamente abaixo das projeções dos analistas consultados pela FactSet, que estimavam um ganho de US$ 1,65 por papel.
Embora o lucro tenha encolhido, a receita líquida do gigante bancário norte-americano apresentou uma leve expansão anual de 2%, atingindo US$ 19,87 bilhões no período.
No entanto, o desempenho também não foi suficiente para atingir as metas do mercado, uma vez que o consenso da FactSet apontava para um faturamento maior, na casa dos US$ 20,94 bilhões. A disparidade entre os números apresentados e as expectativas gerou uma reação imediata no ambiente de negociações.
O mercado financeiro refletiu o desapontamento com os dados operacionais logo nas primeiras horas de pregão. Por volta das 10h10 (horário de Brasília), as ações do Citigroup operavam em baixa de 0,66% no pré-mercado de Nova York.
Os investidores agora analisam os detalhes do balanço para entender os custos e provisões que podem ter pressionado a última linha do balanço, em um cenário de ajustes estratégicos contínuos dentro da instituição.
O Citigroup está executando um plano plurianual para eliminar aproximadamente 20.000 postos de trabalho até o final de 2026. Apenas nesta semana (janeiro de 2026), o banco iniciou o corte de cerca de 1.000 vagas. O objetivo é reduzir a força de trabalho global para cerca de 180.000 funcionários, eliminando camadas intermediárias de gestão para tornar a tomada de decisão mais ágil. Em 2025, essa estratégia ajudou a ação a subir cerca de 66%, superando o desempenho de concorrentes como JPMorgan e Wells Fargo.









