O St Marche, rede paulista de supermercados de bairro, está entre as cinco marcas que mais salvaram alimentos em 2025 na plataforma da Food To Save, foodtech brasileira referência no combate ao desperdício de alimentos. A rede resgatou 72 toneladas de produtos que seriam descartados, evitando ainda a emissão de 181 toneladas de CO₂ no período.
Os dados fazem parte do Relatório de Impacto 2025 da plataforma, que aponta o engajamento de grandes marcas do varejo e da alimentação na transformação de excedentes em oportunidades de consumo consciente. No total, a startup ajudou a salvar mais de 3 mil toneladas de alimentos ao longo do ano, consolidando-se como um dos principais movimentos do setor no país.
Para o St Marche, o reconhecimento reforça uma estratégia consistente de responsabilidade socioambiental. “Estar entre as marcas que mais salvaram alimentos em 2025 é motivo de orgulho e resultado de um trabalho estruturado, que une gestão inteligente de estoque, tecnologia e propósito. Seguimos comprometidos em fazer ainda mais pela sustentabilidade do planeta”, afirma Bernardo Ouro Preto, CEO do St Marche.
A Food To Save consolidou-se como a principal foodtech de combate ao desperdício de alimentos no Brasil, operando por meio de um modelo de “economia circular” que conecta estabelecimentos comerciais a consumidores conscientes. O processo é estruturado para resolver um problema crítico do varejo: o descarte de alimentos que estão em perfeitas condições de consumo, mas que perderam o valor comercial por questões estéticas ou proximidade da data de validade.
O funcionamento do ecossistema baseia-se no conceito de Sacola Surprise (ou Sacola Surpresa). Padarias, supermercados, hortifrutis e restaurantes parceiros agrupam produtos que não foram vendidos ao longo do dia — como pães, frutas levemente marcadas ou itens de mercearia próximos ao vencimento — e os oferecem no aplicativo com descontos que chegam a 70%. O consumidor não escolhe os itens individualmente, mas sim a categoria da sacola (Doce, Salgada ou Mista), o que permite ao estabelecimento dar vazão ao excedente de forma ágil.
O sucesso do modelo no Brasil reflete uma mudança de comportamento no consumo: o público “foodsaver” busca não apenas o benefício financeiro do desconto agressivo, mas também o engajamento em uma causa ambiental. A empresa tem utilizado os dados de consumo para ajudar os estabelecimentos a entenderem melhor suas falhas de estoque, atuando não apenas no salvamento do alimento, mas na inteligência da produção para reduzir o desperdício na fonte.









