O agronegócio de São Paulo iniciou o ano de 2026 com um desempenho sólido no comércio exterior, alcançando um saldo comercial positivo de US$ 2,79 bilhões nos meses de janeiro e fevereiro. O resultado é fruto de exportações que somaram US$ 3,76 bilhões contra importações de US$ 0,97 bilhão. Com isso, o setor foi responsável por 40,2% de tudo o que o estado enviou ao exterior no período, consolidando sua relevância na economia paulista.
Segundo o secretário de Agricultura e Abastecimento, Geraldo Melo Filho, os números refletem a competitividade da indústria e tecnologia do estado. “O resultado confirma a força e a diversidade do agro paulista, que consegue manter um desempenho robusto mesmo em um cenário global desafiador”, destacou o secretário, enfatizando a liderança dos setores sucroenergético, de carnes e florestal.
O complexo sucroalcooleiro manteve-se como o principal motor das vendas externas, representando 28% do total exportado (US$ 1,05 bilhão). O açúcar dominou o segmento com 94,7% de participação, enquanto o etanol respondeu por 5,3%. O setor de carnes ocupou a segunda posição, com US$ 623 milhões em vendas, impulsionado majoritariamente pela carne bovina (82,1%).
Apesar do saldo positivo, o período registrou variações mistas em comparação ao ano anterior. Enquanto produtos florestais e carnes cresceram 16,5% e 9,8%, respectivamente, os setores de sucos e soja enfrentaram quedas acentuadas de 44,3% e 39,4%, refletindo oscilações de preços e volumes no mercado internacional.
A China permanece como o parceiro comercial número um do agro paulista, absorvendo 20,5% das exportações, seguida pela União Europeia (16,9%) e pelos Estados Unidos (9,7%). No ranking nacional, São Paulo consolida-se como o segundo maior exportador agrícola do país, detendo 16,6% de participação, atrás apenas do Mato Grosso (20,5%).
A análise da balança comercial é realizada mensalmente pelo Instituto de Economia Agrícola (IEA-Apta), vinculado à Secretaria de Agricultura e Abastecimento, que monitora o fluxo de mercadorias e a competitividade dos diversos institutos de pesquisa do estado, como o IAC, o ITAL e o Instituto Biológico.









