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Home Economia

Endividamento das famílias brasileiras bate recorde e cresce mais entre renda acima de cinco salários

Julia Alves Barreto por Julia Alves Barreto
12/03/2026
em Economia
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O endividamento das famílias brasileiras atingiu 80,2% em fevereiro de 2026, o maior percentual desde o início da série histórica, segundo a Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic) da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo. O resultado indica que a maioria dos lares no país possui algum tipo de dívida a vencer.

A alta do indicador ocorreu em todas as faixas de renda, mas o avanço mais relevante foi observado entre os domicílios com renda superior a cinco salários mínimos, sugerindo uma mudança no padrão de endividamento nas classes com renda mais elevada.

Todas as faixas de renda mostraram alta

De acordo com a pesquisa, famílias com renda entre zero e três salários mínimos e aquelas entre três e cinco salários mínimos registraram níveis de endividamento mais altos, próximos a 82,9%. Já os domicílios com renda de cinco a dez salários mínimos apresentaram endividamento de 78,7%, e os com mais de dez salários mínimos atingiram 69,3%. Apesar de menores, esses números também refletem crescimento em relação ao ano anterior.

Esse cenário reforça que, embora o endividamento continue elevado entre as faixas de renda mais baixas, a classe média e grupos com renda mais alta também estão se tornando mais dependentes de crédito para manter consumo e pagar obrigações financeiras.

Comprometimento da renda se mantém elevado

O levantamento mostrou que a maior parte das famílias brasileiras compromete uma parte significativa de sua renda com o pagamento de dívidas. Cerca de 56,1% dos lares dedicam entre 11% e 50% da renda mensal para quitar obrigações financeiras, enquanto um grupo menor, de 19,5%, usa mais da metade de sua renda para esse fim.

A tendência de endividamento elevado ocorre em meio a fatores econômicos como juros altos, uso crescente de crédito no consumo e tentativa das famílias em manter o padrão de vida diante da inflação e do custo de vida mais alto. Especialistas alertam que o peso das dívidas no orçamento pode limitar o consumo futuro e pressionar a economia doméstica de diversos segmentos.

Tags: EconomiaEndividamentorenda
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