O Fundo Garantidor de Créditos (FGC) iniciou o pagamento de aproximadamente R$ 4,8 bilhões a credores do Banco Pleno, instituição que integrava o conglomerado financeiro ligado ao Banco Master.
A medida amplia o alcance do ressarcimento aos investidores afetados pela liquidação do grupo, considerada a maior operação desse tipo no sistema financeiro brasileiro. O processo ocorre após a consolidação das informações dos credores e a liberação operacional para início dos pagamentos.
O Banco Pleno faz parte do conjunto de instituições impactadas pela intervenção do Banco Central, que levou à liquidação do Banco Master em 2025. Com isso, o FGC foi acionado para garantir a devolução de recursos dentro dos limites legais, de até R$ 250 mil por CPF ou CNPJ em aplicações elegíveis.
O pagamento segue a mesma lógica adotada no caso Master, em que os credores precisam solicitar o resgate por meio das plataformas do fundo para ter acesso aos valores.
Operação reforça pressão sobre caixa do fundo
O início dos pagamentos ao Banco Pleno ocorre em um contexto de forte demanda sobre os recursos do FGC, que já desembolsou dezenas de bilhões de reais para cobrir perdas relacionadas ao conglomerado Master.
Estimativas indicam que o total de ressarcimentos do caso pode ultrapassar R$ 40 bilhões, envolvendo centenas de milhares de investidores e configurando o maior acionamento da história do fundo.
Até o momento, a maior parte dos pagamentos já foi realizada, com percentuais superiores a 90% do valor previsto em algumas etapas do processo. Ainda assim, parte dos recursos segue disponível aguardando solicitação dos próprios credores.
A necessidade de honrar os compromissos levou o sistema financeiro a reforçar o caixa do fundo. Bancos associados aprovaram a antecipação de contribuições, garantindo liquidez suficiente para sustentar os pagamentos em curso.
O avanço das devoluções ao Banco Pleno representa mais uma fase da liquidação do conglomerado e reforça a complexidade da operação, que envolve múltiplas instituições e exige coordenação entre reguladores, liquidantes e o próprio FGC.
A continuidade dos pagamentos dependerá da adesão dos credores e da finalização das etapas operacionais, que incluem validação de dados e prevenção a fraudes no processo de ressarcimento.







