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Home Agronegócio

Vitácea Brasil e Grupo Hijuelas se unem para criar empresa e ampliar acesso à genética para a fruticultura brasileira

João Pedro Camargo Corenciuc por João Pedro Camargo Corenciuc
24/03/2026
em Agronegócio
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Murillo Regina, diretor-fundador da Vitácea Brasil
divulgação

Murillo Regina, diretor-fundador da Vitácea Brasil divulgação

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Uma nova parceria internacional promete impulsionar a fruticultura brasileira com acesso ampliado a genética avançada, biotecnologia e tecnologias de produção de mudas. O Grupo Vitácea Brasil e o Grupo Hijuelas, multinacional chilena especializada em material vegetal de alta performance, anunciaram uma aliança estratégica para criar uma nova empresa, a Vitácea-Hijuelas, com 50% do capital para cada sócio.

A iniciativa pretende fortalecer a competitividade do Brasil em mercados de frutas de alto valor agregado. “A nova empresa vai atuar na produção das mudas frutíferas em todo o território brasileiro, com exceção de uvas, que continuará ser produzida somente pela Vitácea Brasil. Fora do país, a Hijuelas continuará a atuar de forma independente como já vem atuando em seus mercados”, afirma o engenheiro agrônomo Murillo Albuquerque Regina, diretor-fundador do Grupo Vitácea Brasil.  

De acordo com Murillo, a união combina a capilaridade nacional e a experiência técnica da Vitácea com a presença global e a capacidade de pesquisa e desenvolvimento do grupo chileno. O objetivo é ampliar o acesso dos produtores brasileiros a variedades superiores de berrie, frutas de caroço e outras espécies tropicais e subtropicais, além de protocolos modernos de produção de mudas e manejo agrícola alinhados aos padrões internacionais.  

A parceria chega em um momento de expansão do setor. O Brasil é hoje o terceiro maior produtor mundial de frutas, com produção anual superior a 55 milhões de toneladas e valor bruto de produção que ultrapassa R$ 70 bilhões. O mercado nacional de frutas frescas e processadas vem registrando crescimento consistente, impulsionado pelo consumo interno e pelo avanço das exportações, que já superam US$ 1,3 bilhão por ano.

De acordo com as empresas, o projeto prevê investimento inicial de cerca de R$ 15 milhões em infraestrutura tecnológica, incluindo laboratórios de micropropagação, unidades de multiplicação genética e expansão de campos de matrizes. Na primeira fase operacional, a expectativa é alcançar a produção de mais de 5 milhões de mudas licenciadas de berries, frutas de caroço e outras espécies tropicais e subtropicais, no primeiro ano, com potencial de expansão para 20 a 25 milhões de mudas anuais nas etapas seguintes.

“Essa parceria cria uma ponte entre pesquisa, inovação e setor produtivo, permitindo que produtores brasileiros tenham acesso a genética internacional de alto desempenho e tecnologias avançadas de manejo”, completa Murillo. A expectativa é que a iniciativa contribua para acelerar a modernização da fruticultura no país e ampliar sua presença em cadeias globais de frutas premium.

Com a nova aliança, as empresas pretendem transformar o Brasil em um polo estratégico de genética e produção de mudas de alta qualidade na América Latina. A integração entre equipes técnicas, laboratórios e programas de pesquisa deverá ampliar a oferta de variedades adaptadas às condições tropicais, subtropicais e temperadas do país.

Além de beneficiar produtores brasileiros de diferentes portes, a iniciativa busca fortalecer a presença do país em nichos de alto valor agregado, como berries especiais e frutas destinadas ao mercado premium e à exportação. “A parceria amplia o acesso do produtor brasileiro à genética internacional de ponta e a tecnologias modernas de propagação de mudas. É um avanço importante para aumentar produtividade, qualidade e competitividade da fruticultura nacional.”, conclui Murillo.

Tags: AgronegócioFruticulturaInovaçãoInvestimentosNegócios
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João Pedro Camargo Corenciuc

João Pedro Camargo Corenciuc

Formação acadêmica Jornalismo Universidade Presbiteriana Mackenzie

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