As ações da BradSaúde (SAUD3) passam a ser negociadas na B3 nesta terça-feira (5), marcando a estreia na bolsa da companhia formada pela fusão dos ativos de saúde do Bradesco com a Odontoprev. A abertura das negociações ocorre um dia após a empresa divulgar seus primeiros resultados financeiros como entidade unificada.
No primeiro trimestre de 2026, a BradSaúde registrou lucro líquido de R$ 1,308 bilhão. A companhia não apresentou comparativo com o mesmo período do ano anterior, uma vez que os ativos operavam de forma dissociada antes da conclusão da fusão, o que inviabiliza uma base de comparação direta.
Em comunicado enviado ao mercado na última sexta-feira (4), a BradSaúde informou que o Banco Bradesco elevou sua participação no capital social da companhia para 91,35%, após a consolidação dos negócios de saúde com a Odontoprev (ODPV3). Antes da operação, o Bradesco detinha cerca de 53,61% da operadora — uma fatia que mais que dobrou com a conclusão do processo de incorporação.
O aumento da participação é resultado direto da incorporação das ações da Bradesco Gestão de Saúde, movimento que consolidou o controle do banco sobre a operadora de planos de saúde. A operação representa uma das maiores reorganizações societárias recentes no setor de saúde suplementar brasileiro, reunindo sob uma única estrutura atividades de planos médicos e odontológicos.
A fusão posiciona a BradSaúde como um dos maiores grupos de saúde do país, com capacidade de oferecer um portfólio integrado de produtos a uma base ampla de clientes. A combinação dos ativos do Bradesco com a capilaridade da Odontoprev — uma das líderes nacionais em planos odontológicos — cria uma plataforma com potencial de ganhos de escala e sinergias operacionais relevantes.
Para os acionistas que desejarem exercer o direito de retirada em razão da operação, o prazo vai até o dia 7 de maio. A companhia não detalhou as condições específicas para o exercício desse direito, mas a informação foi incluída no comunicado enviado à B3.
O mercado aguarda com atenção os primeiros pregões de SAUD3, que deve atrair o interesse de investidores institucionais e do varejo em busca de exposição ao setor de saúde — um dos mais resilientes da economia brasileira e que segue em processo de consolidação.









