O FIDC da Sol Agora levantou R$ 600 milhões em uma nova rodada de captação liderada pela fintech de crédito solar da Brookfield. Com a operação, a empresa alcançou cerca de R$ 3 bilhões captados desde 2022.
Segundo a companhia, os recursos serão destinados ao financiamento de aproximadamente 30 mil novos projetos de energia solar distribuída no Brasil. Além disso, parte do capital também poderá ser usada em sistemas híbridos com baterias de armazenamento.
Mercado de energia solar segue em expansão
O crescimento do FIDC da Sol Agora acontece em meio à forte expansão do mercado brasileiro de energia solar. Atualmente, o país registra aumento contínuo na demanda por sistemas fotovoltaicos residenciais e comerciais.
Nesse cenário, o crédito se tornou peça fundamental para ampliar a instalação de painéis solares. Segundo a empresa, cerca de 70% dos projetos dependem de financiamento para viabilização.
A alta nas tarifas de energia elétrica também impulsiona o interesse por soluções de geração própria.
Fundo foi direcionado a investidores institucionais
O novo fundo, chamado Sol Agora 4, foi totalmente subscrito por investidores profissionais e institucionais. Grande parte dos participantes já havia investido nas emissões anteriores da fintech.
A operação é conduzida em cogestão com a Augme Capital e a Sol Tempus Capital. Segundo a empresa, a estrutura busca ampliar eficiência na originação e distribuição do crédito.
O fundo faz parte de uma estratégia maior da companhia para ganhar autonomia no mercado de capitais.
Brookfield amplia atuação em crédito sustentável
Controlada pela Brookfield, a Sol Agora vem ampliando presença no setor de financiamento para energia renovável no Brasil. Atualmente, a fintech atua principalmente em projetos de mini e microgeração distribuída.
Desde a fundação, a empresa já concedeu mais de R$ 2,2 bilhões em crédito para cerca de 87 mil clientes.
A companhia criou uma gestora própria para estruturar novos produtos financeiros ligados ao setor de energia limpa.
Estratégia envolve mercado de capitais
Nos últimos anos, fundos estruturados ganharam espaço no financiamento de projetos sustentáveis. Nesse contexto, FIDCs passaram a ser utilizados por fintechs e empresas de energia para captar recursos junto ao mercado.
Segundo especialistas, a estratégia permite ampliar escala de financiamento sem depender exclusivamente de bancos tradicionais. Dessa maneira, empresas conseguem expandir operações com mais flexibilidade financeira.
Além disso, investidores institucionais têm aumentado interesse em ativos ligados à transição energética e sustentabilidade.
Energia solar ganha força no Brasil
O Brasil aparece entre os países com maior crescimento da energia solar distribuída. Atualmente, milhões de consumidores já utilizam sistemas fotovoltaicos em residências, fazendas e empresas.
Especialistas apontam que o avanço do setor deve continuar nos próximos anos, impulsionado pela redução do custo dos equipamentos e pela busca por fontes renováveis.
O avanço do FIDC da Sol Agora reforça o crescimento do mercado de energia solar e a maior presença do mercado de capitais no financiamento da transição energética brasileira.








