A Birdie quer crescer nos Estados Unidos atacando uma falha comum em chatbots de inteligência artificial: a falta de contexto sobre quem está do outro lado da conversa.
Fundada entre São Paulo e Palo Alto, a startup brasileira organiza dados não estruturados, como ligações, chats, avaliações e mensagens de clientes, para transformar essas informações em decisões mais úteis para empresas.
Hoje, a plataforma atende nomes como Nubank, iFood, Stone e XP. Segundo a companhia, o negócio cresceu sete vezes em 2025 e a meta agora é triplicar de tamanho em 2026, com foco no mercado americano.
Birdie usa IA para dar mais contexto a chatbots
Na prática, a Birdie conecta dados de atendimento, CRM, comportamento do consumidor e operações para alimentar modelos de IA com informações mais completas.
“Hoje, a maioria dos chatbots é ruim porque falta contexto”, afirmou o CEO e cofundador Ale Hadade em entrevista à Exame.
Essa base ajuda empresas a reduzir perda de clientes, melhorar atendimento, medir satisfação e transformar reclamações em prioridades para times de produto e operação.
ChatGPT e Claude entram na estratégia da startup
Recentemente, a Birdie ampliou a integração com modelos como ChatGPT e Claude, o que aumentou o uso da ferramenta pelos clientes.
O objetivo é permitir que empresas usem IA generativa sem perder a camada de contexto sobre histórico, jornada e comportamento dos consumidores.
Para clientes grandes, esse tipo de dado pode fazer diferença entre um atendimento genérico e uma resposta realmente útil.
Expansão nos EUA ganha força com executivo do Vale do Silício
A chegada de Ronaldo Amá como CPTO marca uma nova fase da operação internacional. O executivo passou por Google Cloud, SAP, VMware e participou da venda da Looker ao Google por US$ 2,6 bilhões.
Com essa contratação, a Birdie quer atrair engenheiros e executivos mais experientes para acelerar o desenvolvimento da plataforma nos Estados Unidos.
A empresa já vinha ampliando presença fora do Brasil, com avanço nos EUA, no Reino Unido e em clientes internacionais.
Mercado de IA exige velocidade contra big techs e novas startups
O avanço da Birdie acontece em um setor cada vez mais disputado, com big techs e startups americanas lançando ferramentas de IA em ritmo acelerado.
Mesmo nesse ambiente, a empresa aposta na adaptação rápida como vantagem competitiva.
“Como brasileiros, aprendemos a trabalhar na instabilidade, e isso pode ser bom em um setor de mudanças rápidas”, afirmou Hadade.









