A Petrobras reduziu em 14,5% o preço do querosene de aviação (QAV) vendido às distribuidoras, com vigência a partir de 1º de julho. O reajuste representa uma queda de R$ 0,81 por litro, fazendo com que o combustível passe a custar entre R$ 4,67 e R$ 4,93 por litro nas refinarias da estatal. A medida marca o segundo corte consecutivo no preço do QAV.
Queda acompanha alívio no mercado internacional
Segundo a Petrobras, a redução foi possível devido à diminuição dos impactos do conflito no Oriente Médio sobre os preços internacionais dos derivados de petróleo.
Nas últimas semanas, o recuo das cotações ocorreu após o acordo de cessar-fogo entre Estados Unidos e Irã, que reduziu as preocupações com interrupções na oferta global de petróleo.
Combustível ainda acumula alta no ano
Apesar do novo reajuste, o querosene de aviação permanece mais caro do que no início do ano.
De acordo com a Petrobras, o preço do QAV ainda registra alta acumulada de 40,5% em relação a dezembro de 2025, equivalente a um aumento de R$ 1,39 por litro. Antes das reduções de junho e julho, a estatal havia promovido fortes reajustes em abril e maio em razão da escalada dos preços internacionais.
Reajuste pode reduzir custos das companhias aéreas
O querosene de aviação representa um dos principais custos operacionais das empresas aéreas.
Embora a redução possa aliviar as despesas das companhias, isso não significa uma queda automática no preço das passagens, já que as tarifas também dependem de fatores como demanda, câmbio, concorrência e estratégia comercial das empresas.
Preço é atualizado mensalmente
Diferentemente da gasolina e do diesel, o preço do QAV comercializado pela Petrobras é reajustado no início de cada mês.
A fórmula considera fatores como as cotações internacionais dos derivados de petróleo, a taxa de câmbio, o frete marítimo e outros custos logísticos que influenciam o mercado internacional de combustíveis para aviação.
Mercado acompanha comportamento do petróleo
A redução ocorre em um momento de maior estabilidade nas cotações internacionais do petróleo após semanas de forte volatilidade provocada pelas tensões geopolíticas no Oriente Médio.
Analistas avaliam que a evolução do conflito e o comportamento do mercado global de petróleo continuarão sendo determinantes para os próximos reajustes dos combustíveis no Brasil.









