A Bitget Wallet, uma carteira de autocustódia de criptomoedas desenvolvida para as finanças do dia a dia, ultrapassou a marca de 100 milhões de usuários em todo o mundo ao mesmo tempo em que lança uma nova rampa de entrada para stablecoins baseada em transferências bancárias no Brasil, Argentina, México e Colômbia, por meio de uma parceria com a alfred, uma provedora de infraestrutura de pagamentos que conecta a liquidação de stablecoins às redes bancárias locais.
A nova integração permite que os usuários convertam moedas locais diretamente em stablecoins pareadas ao dólar, incluindo USDC e USDT, utilizando o Pix, no Brasil, e outras transferências bancárias domésticas familiares, sem a necessidade de cartões de pagamento ou aplicativos de terceiros. O lançamento começa nesses quatro mercados, com a expectativa de que outros países da América Latina sejam adicionados posteriormente.
O anúncio acompanha um novo marco de adoção da Bitget Wallet e reflete uma mudança mais ampla na forma como as pessoas utilizam ativos digitais. Pela primeira vez na história da plataforma, o número diário de usuários que utilizam a Bitget Wallet para realizar pagamentos superou o de usuários que negociam criptomoedas. Atualmente, mais da metade da base global de usuários da carteira está concentrada no Sudeste Asiático, Sul da Ásia, África e América Latina, regiões onde as stablecoins vêm sendo cada vez mais utilizadas como contas em dólar digital para poupança, recebimento de salários, transferências internacionais e pagamentos do dia a dia.
Os dados reforçam essa transformação. A Bitget Wallet já emitiu mais de 137 mil cartões de pagamento, disponíveis em mais de 50 mercados e aceitos por mais de 150 milhões de estabelecimentos comerciais em todo o mundo. Os gastos realizados com os cartões alcançaram US$ 31 milhões no primeiro semestre de 2026, representando um crescimento de 191% em relação ao segundo semestre de 2025. Nos mercados emergentes, a adoção foi ainda mais acelerada: o volume de gastos com cartões passou de US$ 422 mil para US$ 2,2 milhões no mesmo período, um aumento de 416%.
Globalmente, os portadores dos cartões realizam, em média, 9,4 transações por mês, com tíquete médio de US$ 28, indicando que as stablecoins estão sendo utilizadas cada vez mais para compras rotineiras e pagamentos do cotidiano, e não apenas para investimentos ou negociação de criptoativos.
A nova integração elimina uma das principais barreiras para a adoção de stablecoins na América Latina ao permitir que os usuários convertam recursos diretamente de suas contas bancárias locais em dólares digitais. No lançamento, usuários do Brasil, Argentina, México e Colômbia poderão adicionar saldo às suas contas da Bitget Wallet utilizando meios de pagamento domésticos já consolidados, como o Pix, no Brasil, o SPEI, no México, e o CVU, na Argentina, recebendo as stablecoins diretamente em suas carteiras.
A parceria também fortalece a Onchain Payments Matrix, infraestrutura global de pagamentos da Bitget Wallet, que conecta mais de 80 trilhos de pagamento, suporta mais de 100 moedas e já processou mais de US$ 177 bilhões em liquidações com stablecoins. Por meio de uma única plataforma, os usuários podem adicionar saldo em stablecoins via transferência bancária, manter recursos em dólar digital, utilizar o Bitget Wallet Card em estabelecimentos ao redor do mundo, realizar pagamentos por QR Code e enviar recursos para outros países.
“A próxima geração de usuários nesses mercados não enxerga isso como cripto. Eles simplesmente mantêm saldo em dólar digital, recebem pagamentos, fazem compras e movimentam dinheiro entre países. A conta apenas acontece de estar na blockchain. O que estamos observando nos dados é que esse comportamento está se tornando rotina e, historicamente, aquilo que se torna rotina nesses mercados costuma definir os rumos das finanças globais”, afirma Alvin Kan, COO da Bitget Wallet.
Segundo Luis Miller, Head de Parcerias da alfred, simplificar o acesso às stablecoins é fundamental para ampliar sua adoção na região. “A porta de entrada para stablecoins sempre foi uma das etapas menos desenvolvidas da experiência na América Latina. Para a maioria das pessoas, a transferência bancária é a forma mais simples de movimentar dinheiro. Com essa integração, isso passa a ser suficiente para acessar stablecoins diretamente.”
A demanda por stablecoins na América Latina continua sendo impulsionada pela inflação, volatilidade cambial e restrições ao fluxo de capitais, levando consumidores e empresas a recorrer cada vez mais a ativos digitais denominados em dólar para poupança, remessas internacionais e pagamentos. Em 2025, o volume de transações com stablecoins na região alcançou US$ 324 bilhões, representando um crescimento de 89% em relação ao ano anterior e evidenciando tanto a dimensão dessa demanda quanto a rápida adoção de alternativas à infraestrutura financeira tradicional.









