O Nubank (ROXO34) anunciou nesta quarta-feira (15) uma importante reestruturação em seu alto escalão. Livia Chanes, que ocupa a cadeira de CEO da operação brasileira desde o início de 2024, expandirá sua atuação na fintech para assumir também o cargo de CEO para a América Latina. O movimento unifica a liderança regional em um momento em que as operações internacionais da instituição ganham tração financeira e operacional.
Com a mudança estrutural, os diretores-gerais (country managers) do México, Armando Herrera, e da Colômbia, Marcela Torres, passam a se reportar diretamente à executiva brasileira. De acordo com a instituição financeira, ambos os executivos preservarão a autonomia operacional para gerir as particularidades de seus respectivos mercados, focando na adaptação local de produtos e estratégias comerciais.
Escalada e Histórico Corporativo
Livia Chanes ingressou no Nubank há seis anos, inicialmente na posição de vice-presidente de produtos. Sob sua gestão no Brasil, a fintech expandiu seu portfólio para além do cartão de crédito roxinho, consolidando frentes como alta renda, marketplace e seguros.
Em nota, a executiva destacou que o principal objetivo na nova cadeira será replicar as lições e a eficiência operacional desenvolvidas no mercado brasileiro — que conta com mais de 95 milhões de clientes — para acelerar o crescimento das subsidiárias vizinhas.
O Momento da Expansão Internacional
A unificação de liderança ocorre em meio a marcos operacionais relevantes para a estratégia global do banco digital:
- México: Com uma base de 15 milhões de clientes, a operação mexicana atingiu o chamado break-even (ponto de equilíbrio financeiro) no primeiro trimestre, superando a fase de queima de caixa e passando a registrar rentabilidade operacional.
- Colômbia: O mercado colombiano ultrapassou a marca de 11 trilhões de pesos em depósitos e projeta um plano agressivo de investimentos de US$ 130 milhões ao longo de 2026 para expandir sua carteira de crédito e serviços.
Para o fundador e CEO global do Nubank, David Vélez, a consolidação regional sob o comando de Livia é um passo natural para ganhar eficiência na superação de gargalos regulatórios e estruturais comuns aos países latinos. “As mesmas barreiras que limitaram a inclusão financeira no Brasil ainda persistem em toda a América Latina. Agora temos as ferramentas, a equipe e o histórico necessários para superá-las com mais rapidez”, afirmou o fundador em comunicado oficial.






