Cerca de R$ 8,5 milhões circularam em economias locais de diferentes territórios brasileiros ao longo de dez anos a partir das expedições promovidas pela Vivalá – Turismo Sustentável no Brasil. O dado está no Relatório de Impacto – Exercício 2025, recém-lançado pelo negócio social com indicadores sobre seus resultados econômicos, sociais e ambientais. O documento consolida informações da atuação da Vivalá entre 2015 e 2025 e detalha os impactos gerados nos territórios a partir da contratação de serviços de base comunitária e dos gastos dos viajantes nos destinos.
O relatório mostra ainda que, somente no último ano, 1.928 viajantes participaram das expedições organizadas pela Vivalá, sendo 66% mulheres. No mesmo período, 1.344 pessoas foram impactadas diretamente e outras 2.553 de forma indireta pelos roteiros.
“Lançar nosso primeiro relatório de impacto é um grande marco para a Vivalá e faz parte da nossa estratégia de seguir aumentando a geração, mensuração e divulgação do impacto das nossas operações de turismo sustentável no Brasil. Com isso, queremos incentivar o mercado, fazendo com que outras empresas do setor façam o mesmo e o turismo brasileiro como um todo possa evoluir”, afirma Daniel Cabrera, cofundador e diretor executivo da Vivalá.
Impacto direto nas comunidades
Entre os principais destaques, estão as experiências realizadas em parceria com comunidades indígenas, com papel relevante em 2025, que tiveram mais de R$ 850 mil destinados diretamente a esses territórios por meio da compra de serviços de base comunitária. Os números refletem o modelo de atuação da Vivalá, que prioriza a contratação de fornecedores locais e o protagonismo das comunidades.
Os dados do relatório também indicam que o crescimento da Vivalá esteve diretamente conectado à ampliação do impacto socioambiental. A expansão das operações e dos roteiros acompanhou o fortalecimento de comunidades locais, a geração de renda nos territórios e a valorização cultural.
A média de gasto de cada viajante, por expedição, com alimentação, transporte local, artesanato e outros serviços, foi de R$ 361,70 em 2025. Em Alter do Chão (PA), os gastos indiretos representaram 47,98% do montante pago diretamente à comunidade, seguido do roteiro para a Chapada dos Veadeiros (GO), com 44,97%, sendo ambos os destinos com maior efeito multiplicador entre as expedições analisadas.
De acordo com o levantamento, o impacto indireto tende a ser maior em territórios com mais empreendedores locais e estrutura básica fortalecida, o que indica que o turismo de impacto pode ampliar a circulação de renda nos destinos, ao estimular o consumo local para além das atividades diretamente contratadas.
Metodologia
O relatório também detalha a metodologia de mensuração de impacto do negócio social, baseada em três dimensões: econômica, social e ambiental. O impacto econômico contempla valores injetados diretamente por meio da contratação de serviços e compras dos viajantes. O impacto social inclui o número de pessoas impactadas, colaboradores envolvidos, participação de comunidade, liderança feminina, perfil dos viajantes e número de horas de capacitação. O impacto ambiental e territorial avaliou presença em Unidades de Conservação (UCs), biomas atendidos, escala territorial de cada operação e neutralização de carbono.
A coleta de dados aconteceu a partir de registros operacionais, formulários sociais e pesquisas com viajantes. Para garantir a consistência analítica, alguns critérios foram adotados, como expedições com número mínimo de viajantes, valores indiretos calculados com base em médias, entre outros.
“A definição que mais gostamos da sustentabilidade é a do tripé ambiental, social e financeiro. Com isso, temos trabalhado nas três frentes, mensurando indicadores de performance, aumentando nossa governança e trazendo todas essas informações de forma simples e objetiva para as pessoas”, explica Pedro Gayotto, diretor de operações da Vivalá.
O download do exercício 2025 pode ser feito de forma on-line clicando aqui.









