Brasil abre 1 milhão de pequenos negócios no bimestre e bate recorde

Fernando Frazão/Agência Brasil

O Brasil registrou recorde de abertura de pequenos negócios no primeiro bimestre de 2026. Segundo dados da Receita Federal reunidos pelo Sebrae, mais de 1,033 milhão de formalizações foram feitas em janeiro e fevereiro, somando microempreendedores individuais, microempresas e empresas de pequeno porte. O resultado supera em 3% o recorde anterior, alcançado no mesmo período de 2025.

Juntos, os três tipos de pequenos negócios representaram 97,3% de todos os cadastros de pessoas jurídicas formalizados no país no período.

MEI lidera, serviços dominam

Entre as categorias, o microempreendedor individual (MEI) concentra a maior fatia, com 79,5% das aberturas. Em seguida aparecem as microempresas, com 17%, e as pequenas empresas, com 3,5%.

Considerando apenas os microempreendedores, a maioria atua no setor de serviços. Em fevereiro, 65% dos novos pequenos negócios exerciam atividades nessa categoria. O comércio aparece em segundo lugar, com 19,6%, seguido pela indústria, com 7,6%, e pela construção, com 6,8%.

As atividades mais frequentes entre os MEIs foram entrega e malote, transporte rodoviário de carga e publicidade. Já entre micro e pequenas empresas, destacaram-se a abertura de consultórios médicos e odontológicos, serviços combinados de escritório e apoio administrativo e outras atividades da área da saúde.

Como cada categoria funciona

As três categorias se diferenciam principalmente pelo faturamento e pelo número de empregados permitidos. O MEI foi criado para formalizar trabalhadores por conta própria e aceita apenas empreendedores de determinadas atividades com faturamento de até R$ 81 mil por ano e no máximo um funcionário.

Já as microempresas podem contratar mais trabalhadores e faturam até R$ 360 mil anuais. As pequenas empresas, por sua vez, chegam a R$ 4,8 milhões de faturamento anual. Além disso, dados do Sebrae referentes a 2025 mostram que micro e pequenas empresas responderam por mais de 80% do saldo de contratações formais no país no ano passado, o que reforça o peso dessas categorias para o mercado de trabalho brasileiro.

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