A Airbus consolidou sua posição como a maior fabricante de aviões do mundo pelo sexto ano consecutivo, após reportar a entrega de 793 aeronaves em 2025. O volume representa uma alta de 4% em relação ao ano anterior e supera a meta revisada de 790 jatos, que havia sido reduzida em dezembro devido a falhas de fornecimento em componentes de fuselagem produzidos na Espanha.
No campo comercial, o grupo europeu registrou 889 encomendas líquidas, superando o desempenho de 2024 e reforçando sua carteira de pedidos diante de um mercado global em expansão.
Apesar dos números positivos, o grupo aeroespacial alertou para a manutenção de um “ambiente operacional complexo e dinâmico”. A cadeia de suprimentos continua sendo o principal gargalo: o modelo A320, carro-chefe da companhia, teve um crescimento modesto de 1% nas entregas, limitado por atrasos na produção de motores. De forma semelhante, o modelo de longo alcance A350 manteve-se estável em 57 unidades, impactado pela demora no recebimento de seções fundamentais da fuselagem. O destaque de crescimento ficou com o A220, o menor jato da família, cujas entregas saltaram 24%, totalizando 93 unidades.
A rival norte-americana Boeing, que deve divulgar seus dados consolidados nesta terça-feira, entregou 537 jatos até novembro, com 908 encomendas líquidas no mesmo período. Analistas do setor, como Rob Morris, observam que os desafios logísticos ainda impedem que ambas as fabricantes atinjam seu potencial máximo de produção. Para a Airbus, a percepção é de que a meta original de 820 aviões teria sido alcançada se não fossem os problemas de qualidade de última hora, evidenciando uma cadeia de suprimentos global que ainda não se recuperou totalmente das desestruturações iniciadas durante a pandemia.
O resultado da Airbus reflete uma resiliência operacional importante em um momento de alta demanda por jatos mais eficientes. Com o mercado atento aos dados da Boeing amanhã, o setor aeroespacial monitora se a fabricante europeia conseguirá ampliar ainda mais sua vantagem competitiva em 2026.









