A Americanas (AMER3) informou, em esclarecimento enviado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM), que não possui meios para confirmar a informação de que a fraude contábil em seus balanços teria atingido a cifra de R$ 54 bilhões. O montante bilionário foi veiculado recentemente pela imprensa nacional com base em dados que constariam em um inquérito conduzido pela Polícia Federal (PF).
Em manifestação ao órgão regulador do mercado de capitais, a varejista alegou que o inquérito policial tramita sob segredo de Justiça e reforçou que a pessoa jurídica da Americanas não figura como investigada no processo, o que a impede de ter acesso formal aos autos.
Diante do sigilo, a administração da companhia declarou desconhecer a metodologia de cálculo utilizada pelos investigadores, os critérios técnicos aplicados ou o período e escopo financeiro a que o valor de R$ 54 bilhões se refere.
Para tentar conter o impacto do ruído político-jurídico sobre suas ações, a varejista enfatizou que os impactos reais dos lançamentos indevidos e das fraudes em suas contas já foram mensurados, auditados e precificados. A Americanas reiterou que o valor total das fraudes identificadas soma R$ 25,3 bilhões. Essa quantia já foi devidamente detalhada e incorporada nas demonstrações financeiras consolidadas da empresa, que contaram com o parecer técnico de auditoria independente e permanecem integralmente refletidas em seus balanços atuais.
A diretoria da Americanas concluiu o comunicado assegurando que, até o presente momento, não tomou conhecimento de nenhum fato novo ou desdobramento operacional decorrente das investigações que tenha o potencial de alterar o montante de R$ 25,3 bilhões previamente reportado ao mercado e aos credores no âmbito de sua recuperação judicial.
