O cenário econômico brasileiro inicia a semana com um novo alívio nas expectativas inflacionárias. Segundo o Relatório Focus, divulgado pelo Banco Central nesta segunda-feira (9), a mediana das projeções para o IPCA de 2026 recuou de 3,99% para 3,97%.
Este movimento marca a quinta queda semanal seguida no indicador, sinalizando um otimismo crescente do mercado quanto ao controle de preços para o próximo ano. Para 2027, a estimativa permanece ancorada em 3,80%, patamar que se mantém inalterado há 14 semanas.
A tendência de queda também foi observada no Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M), cuja projeção para 2026 passou de 3,92% para 3,90%. No segmento de preços administrados — que inclui tarifas como energia e combustíveis —, a expectativa para o próximo ano caiu de 3,75% para 3,69%, registrando o segundo recuo consecutivo. O mercado também ajustou para baixo a previsão do IGP-M para 2029, que passou de 3,78% para 3,70%.
Em contraste com a revisão da inflação, os indicadores de atividade e política monetária demonstraram estabilidade. A previsão para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) em 2026 foi mantida em 1,80% pela nona semana seguida, mesmo índice projetado para 2027. Já para o longo prazo (2028 e 2029), a expectativa de expansão da economia permanece fixa em 2,00%, reforçando uma visão de crescimento moderado e constante.
No mercado de câmbio e juros, as apostas seguem sem alterações significativas. A taxa Selic para o fim de 2026 permanece estimada em 12,25% ao ano, enquanto para 2027 a projeção de 10,50% completa um ano de estabilidade.
O dólar, por sua vez, deve encerrar 2026 cotado a R$ 5,50, valor que se repete nas previsões há 17 semanas. Houve apenas um ajuste marginal na projeção da moeda americana para 2028, que recuou de R$ 5,52 para R$ 5,50.
