Aneel aprova reajuste na conta de luz em nove estados

Manutenção em cabos de energia durante apagão na cidade de São Paulo - Danilo Verpa - 15.dez.2025/Folhapress

A Agência Nacional de Energia Elétrica aprovou reajustes nas tarifas de energia que vão impactar consumidores em nove estados. Ao todo, cerca de 21,9 milhões de unidades consumidoras devem ser afetadas.

Os aumentos variam conforme a distribuidora e o perfil do cliente. Para consumidores residenciais, classificados como baixa tensão, as altas vão de aproximadamente 3,7% a 17,8%.

Já para consumidores de alta tensão, como indústrias, os reajustes também são relevantes, embora variem de acordo com cada concessão. Em alguns casos, os índices superam dois dígitos.

Além disso, diferentes empresas foram incluídas no pacote de reajustes, como distribuidoras dos grupos CPFL, Energisa, Neoenergia e Enel. O impacto ocorre de forma regionalizada, com variações entre estados e áreas de concessão.

Custos do setor explicam aumento nas tarifas

Os reajustes refletem principalmente o aumento nos custos do setor elétrico. Entre os fatores estão a compra de energia, encargos setoriais e despesas com transmissão.

Além disso, subsídios incluídos na conta de luz, como os financiados pela Conta de Desenvolvimento Energético (CDE), continuam pressionando as tarifas. Esses encargos financiam políticas públicas e são repassados diretamente ao consumidor.

Ao mesmo tempo, a Aneel aplica mecanismos regulatórios para suavizar o impacto imediato, como o diferimento tarifário. Esse instrumento permite adiar parte dos custos para ciclos futuros, reduzindo o aumento no curto prazo.

Ainda assim, o cenário indica pressão contínua sobre o custo da energia. Projeções apontam que a conta de luz deve subir, em média, cerca de 8% em 2026, acima da inflação esperada.

Por fim, analistas avaliam que novos reajustes podem ocorrer ao longo do ano. Dessa forma, o comportamento das tarifas seguirá condicionado à evolução dos custos do setor e às decisões regulatórias.

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