A primeira prévia da nova carteira do Ibovespa, divulgada nesta terça-feira (1º), confirmou a saída das ações da Automob (AMOB3) e da LWSA (LWSA3) a partir de maio. A exclusão já era esperada por grandes bancos e corretoras, como Bank of America (BofA), BTG Pactual, Itaú BBA e XP Investimentos.
No caso da Automob, que ingressou no Ibovespa em dezembro após a cisão da Vamos (VAMO3), os papéis têm sido negociados abaixo de R$ 1, o que viola um dos critérios da B3 para a permanência no índice. Já a saída da LWSA (antiga Locaweb) deve-se à menor liquidez de suas ações.
Com a saída desses ativos, a Direcional (DIRR3) passará a integrar o Ibovespa a partir de maio. A nova carteira teórica contará com 86 ações de 83 empresas brasileiras e será oficialmente válida entre 5 de maio e o fim de agosto. Antes da definição final, a B3 ainda divulgará duas novas prévias, nos dias 16 e 30 de abril.
Os setores de commodities e bancos continuam com maior representatividade na nova carteira do Ibovespa, com as ações da Vale (VALE3) permanecendo como as de maior peso no índice. Na sequência, figuram os papéis da Petrobras, Itaú Unibanco e Banco do Brasil. O rebalanceamento da carteira teórica ocorre a cada quatro meses.
Para a definição da composição do índice, a B3 considera critérios como índice de negociabilidade (IN), volume de negociação e status da empresa. Companhias em recuperação judicial ou com ações negociadas abaixo de R$ 1,00 (penny stocks) não são elegíveis.
A bolsa divulga três prévias antes da entrada em vigor da nova carteira: a primeira ocorre no primeiro pregão do mês final da vigência da carteira atual; a segunda, no pregão seguinte ao dia 15; e a terceira, no penúltimo pregão antes da mudança oficial.
*Com informações do InfoMoney