B3 inicia negociação de contratos ligados a eventos de IPCA e PIB

B3 fortalece reputação de marca e gera novos negócios com estratégia de Thought Leadership no LinkedIn

B3/Divulgação

A B3, a bolsa de valores brasileira, anunciou nesta segunda-feira (29) o início das negociações de novos contratos de eventos referenciados no Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) e no Produto Interno Bruto (PIB). Identificados respectivamente pelos tickers PCA e PIB, os novos produtos foram estruturados pela infraestrutura de mercado financeiro para permitir que investidores negociem suas expectativas sobre a inflação oficial e o crescimento econômico do país em um ambiente regulado, seguro e transparente.

Os novos derivativos funcionam sob a lógica dos mercados preditivos, sendo diretamente vinculados a eventos com resultados objetivos e baseados em variáveis econômicas oficiais.

O contrato do IPCA terá como referência o comportamento da inflação mensal, enquanto as negociações atreladas ao PIB acompanharão a variação trimestral da atividade econômica brasileira. Inicialmente, ambos os instrumentos foram autorizados pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM) exclusivamente para a categoria de investidores profissionais.

Os contratos de eventos guardam semelhanças estruturais com as opções tradicionais de compra e venda, mas trazem características operacionais distintas e simplificadas que mitigam a imprevisibilidade para os participantes. O investidor sabe exatamente o potencial máximo de retorno logo no momento de abertura da posição. O risco financeiro é estritamente limitado e conhecido de antemão tanto para os compradores quanto para os vendedores, impedindo chamadas de margem desalinhadas com o aporte inicial.

A estreia dos derivativos de IPCA e PIB consolida uma estratégia de expansão da bolsa no segmento de apostas institucionais em variáveis de mercado. No final de abril deste ano, a B3 já havia inaugurado essa prateleira de produtos ao lançar os primeiros contratos de eventos do mercado brasileiro, à época referenciados no desempenho do principal índice de ações da casa (Ibovespa), nas oscilações da taxa de câmbio (Dólar) e na variação da maior criptomoeda global (Bitcoin).

Com a inclusão dos novos tickers, a instituição amplia o leque de ferramentas para fundos e gestores institucionais montarem posições táticas ou realizarem proteção (hedge) simplificada contra flutuações da atividade macroeconômica doméstica.

Sair da versão mobile