Balança comercial mantém superávit com apoio do agro e do setor extrativo

A balança comercial brasileira registrou um superávit de US$ 526,3 milhões na terceira semana de julho, impulsionada pelo bom desempenho das exportações dos setores extrativo e agropecuário. De acordo com dados divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), o saldo positivo semanal foi fruto de US$ 6,113 bilhões em embarques ao exterior contra US$ 5,587 bilhões em compras de produtos importados.

Com esse resultado pontual, o acumulado do mês de julho alcançou um superávit comercial de US$ 4,950 bilhões, decorrente de exportações totais de US$ 19,383 bilhões e importações de US$ 14,433 bilhões. Na comparação com o mesmo período de 2025, as vendas externas brasileiras no mês apresentaram uma expansão de 6,7%, ritmo sustentado principalmente pela forte demanda internacional por commodities minerais e agrícolas.

O detalhamento setorial do MDIC indica que o grande destaque do lado das exportações até a terceira semana de julho foi a Indústria Extrativa, que avançou 17,2% em relação a 2025, somando US$ 4,919 bilhões. O setor Agropecuário também manteve trajetória de alta, crescendo 6,5% para atingir US$ 4,308 bilhões, impulsionado pelas vendas de soja e carnes. Já a Indústria de Transformação registrou um avanço mais moderado, de 1,4%, totalizando US$ 9,987 bilhões no período.

Do lado das importações, as compras brasileiras no exterior tiveram uma leve elevação de 1,6% na mesma base comparativa. Esse movimento foi liderado por um salto de 37,7% nas aquisições da Indústria Extrativa, que somaram US$ 784 milhões, enquanto a Indústria de Transformação teve uma variação positiva marginal de 0,4%, atingindo US$ 13,327 bilhões. Em contrapartida, as importações do setor Agropecuário despencaram 16,3%, recuando para US$ 236 milhões.

No acumulado de janeiro até a terceira semana de julho, a balança comercial brasileira atinge um saldo positivo de US$ 47,308 bilhões — marca 36,7% superior aos US$ 37,184 bilhões registrados em igual intervalo de 2025. O desempenho consolidado no ano reflete a resiliência das exportações nacionais de produtos primários e o ambiente favorável de preços para determinados bens de pauta de exportação no mercado global.

Diante do ritmo aquecido do comércio exterior, o MDIC manteve sua projeção de que o Brasil encerre o ano com um superávit comercial recorde de US$ 90,0 bilhões, o que representaria um crescimento de 32,3% sobre o resultado de 2025. As estimativas oficiais da pasta para o ano completo projetam um volume total de US$ 394,4 bilhões em exportações e US$ 304,4 bilhões em importações.

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