O Banco Central do Brasil formalizou, nesta quinta-feira, a liquidação extrajudicial da corretora REAG, atualmente denominada CBSF. O ato, assinado pelo presidente da autoridade monetária, Gabriel Galípolo, representa o mais recente desdobramento da crise que culminou no colapso do Banco Master, instituição de médio porte que entrou em liquidação em novembro passado. De acordo com o comunicado oficial, a medida foi motivada pela identificação de graves violações das normas que regem as instituições do sistema financeiro nacional.
O cerco à instituição se intensificou após a Polícia Federal incluir, na última quarta-feira, o fundador da REAG, João Carlos Mansur, em sua lista de alvos. Mansur é investigado por suposta participação em um esquema de fraudes dentro do Banco Master.
Segundo as apurações do Banco Central, a corretora teria sido utilizada como canal para transferências fraudulentas de recursos, manobras que teriam conexão direta com o processo de falência da instituição bancária.
O histórico da corretora já vinha sendo monitorado por órgãos de controle devido a episódios anteriores. No ano passado, a REAG foi alvo de mandados de busca e apreensão em uma operação da Polícia Federal que investigava lavagem de dinheiro e fraudes bilionárias ligadas ao crime organizado no setor de combustíveis.
A reiteração de condutas ilícitas e a participação em esquemas financeiros complexos fundamentaram a decisão drástica do regulador em interromper as atividades da CBSF.
Apesar da gravidade das acusações e da repercussão criminal, o Banco Central destacou que a liquidação não oferece riscos à estabilidade do sistema financeiro brasileiro.
De acordo com dados da autoridade, a REAG/CBSF possui uma relevância reduzida no mercado, representando menos de 0,001% do total de ativos ajustados do sistema nacional. A medida visa, portanto, expurgar do mercado uma entidade com histórico de irregularidades, sem comprometer a solidez das demais instituições.
