O Banco Central decretou a liquidação extrajudicial de instituições ligadas ao conglomerado do Banco Master e aplicou regime especial ao Banco Master Múltiplo, em meio a uma crise financeira que comprometeu a operação do grupo.
A decisão foi tomada após a autoridade monetária identificar grave deterioração da situação econômico-financeira, problemas de liquidez e descumprimento de normas do sistema financeiro.
A liquidação extrajudicial atingiu diferentes empresas do conglomerado, incluindo o Banco Master S.A., o Banco Master de Investimento, o Banco Letsbank e a corretora do grupo. Já o Banco Master Múltiplo passou a operar sob Regime de Administração Especial Temporária (RAET), medida adotada quando há tentativa de preservar parte das atividades.
O Banco Central afirmou que a intervenção busca proteger a estabilidade do Sistema Financeiro Nacional e resguardar os interesses de credores e investidores diante do risco de insolvência.
Desdobramentos ampliam impacto no sistema financeiro
A crise do Banco Master gerou efeitos em cadeia no sistema financeiro, com a liquidação de outras instituições vinculadas ao grupo nos meses seguintes. O Banco Central já interveio em diversas empresas relacionadas ao conglomerado entre o fim de 2025 e o início de 2026.
Entre os desdobramentos, houve a liquidação de instituições financeiras controladas ou ligadas ao grupo, após a inviabilidade de soluções de mercado e agravamento da situação de liquidez.
O caso também está relacionado a investigações sobre irregularidades financeiras, incluindo suspeitas de fraudes e inconsistências na estrutura de ativos do banco. Autoridades apontam que a deterioração das operações e o volume de passivos contribuíram para a decisão de intervenção.
A liquidação extrajudicial implica o afastamento da administração da instituição e a nomeação de um liquidante, responsável por conduzir o processo de pagamento de credores e encerramento das atividades.
