Os bancos digitais seguem avançando no mercado financeiro brasileiro e ganharam participação como principal instituição financeira dos clientes. Segundo uma pesquisa da Bain & Company, a fatia dos consumidores que consideram um banco digital como sua instituição principal passou de 40% para 46% entre 2025 e 2026, enquanto a participação dos bancos tradicionais recuou de 58% para 52%.
O levantamento indica uma mudança no relacionamento dos brasileiros com os serviços financeiros, impulsionada pela digitalização e pela ampliação da oferta de produtos.
Principalidade vai além da abertura de conta
A pesquisa destaca que o conceito de “principalidade” não se refere apenas à abertura de uma conta, mas ao banco utilizado para receber salário, movimentar recursos, contratar crédito e realizar investimentos.
Esse indicador é considerado estratégico porque concentra as operações de maior valor para as instituições financeiras.
Experiência digital impulsiona migração
Entre os fatores que explicam o crescimento dos bancos digitais estão a facilidade de uso dos aplicativos, processos mais simples, atendimento ágil e menor cobrança de tarifas.
Além disso, as fintechs ampliaram seus portfólios nos últimos anos, oferecendo produtos como crédito, investimentos, seguros e contas para empresas, reduzindo a necessidade de o cliente manter relacionamento principal com um banco tradicional.
Bancões seguem relevantes
Apesar da perda de participação, os bancos tradicionais continuam concentrando a maior parcela dos clientes considerados principais e mantêm vantagem em segmentos como crédito corporativo, financiamento imobiliário e atendimento de alta renda.
Ao mesmo tempo, essas instituições aceleraram investimentos em tecnologia e na digitalização dos serviços para responder ao avanço da concorrência.
Competição beneficia consumidores
A maior disputa entre bancos tradicionais e digitais tem estimulado a inovação no setor financeiro, com lançamento de novos produtos, melhorias na experiência do usuário e redução de tarifas em diversos serviços.
Especialistas apontam que o ambiente mais competitivo tende a ampliar a oferta de soluções financeiras e aumentar a eficiência do sistema bancário brasileiro.









