Plano Safra passa a incluir baterias para impulsionar transição energética no campo

Plano Safra: programa soma R$ 525,1 bilhões em recursos e incorpora nova possibilidade de financiamento em linhas voltadas à inovação e cooperativas (Imagem gerada por IA/Exame)

O Plano Safra 2026/2027 passou a permitir o financiamento de sistemas de armazenamento de energia por baterias, ampliando o acesso dos produtores rurais a tecnologias voltadas à geração distribuída e à transição energética. A medida busca aumentar a eficiência do uso de energia nas propriedades, reduzir custos operacionais e estimular a adoção de fontes renováveis no campo.

Armazenamento amplia eficiência da energia solar

A inclusão das baterias permite que produtores armazenem a energia gerada por sistemas fotovoltaicos para utilização em períodos sem incidência solar ou durante interrupções no fornecimento da rede elétrica.

Com isso, propriedades rurais podem aumentar a autonomia energética e otimizar o aproveitamento da eletricidade produzida localmente.

Tecnologia beneficia diferentes atividades rurais

Os sistemas de armazenamento podem ser utilizados em atividades como irrigação, ordenha, refrigeração de alimentos, funcionamento de máquinas e equipamentos, além do abastecimento de instalações agrícolas.

A expectativa é que a medida contribua para reduzir gastos com energia elétrica e aumentar a segurança operacional das propriedades.

Transição energética ganha espaço no agronegócio

A inclusão das baterias no Plano Safra acompanha o avanço da eletrificação e da geração renovável no setor agropecuário.

Especialistas apontam que o armazenamento de energia será um dos principais pilares para ampliar o uso de fontes limpas e reduzir a dependência de combustíveis fósseis nas atividades rurais.

Investimentos reforçam sustentabilidade

Além da economia operacional, o uso de baterias pode contribuir para reduzir emissões de gases de efeito estufa e aumentar a resiliência das propriedades diante de oscilações no fornecimento de energia.

A medida também se alinha às políticas públicas voltadas à modernização da infraestrutura energética do agronegócio brasileiro.

Agro acelera adoção de novas tecnologias

A expectativa é que a ampliação das linhas de financiamento incentive um número maior de produtores a investir em soluções de armazenamento e geração distribuída.

Com a medida, o governo busca aproximar o setor agropecuário da transição energética, fortalecendo a competitividade das propriedades e ampliando o uso de tecnologias sustentáveis no campo.

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