O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) aprovou um financiamento de R$ 96,2 milhões destinado à implantação de uma nova planta industrial de biodiesel do Grupo Potencial, localizada no município de Lapa, no Paraná. O projeto integra o plano de expansão do grupo e visa amplificar a oferta de combustíveis de matriz renovável, fortalecendo a estratégia de transição energética e a redução de emissões no setor de transportes do país.
A operação financeira foi estruturada combinando duas frentes de recursos geridos pela instituição de fomento. A maior fatia, correspondente a R$ 76,9 milhões, é oriunda do Fundo Clima — instrumento vinculado ao Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA). Os R$ 19,2 milhões restantes serão concedidos via BNDES Finem, por meio da linha de crédito voltada ao desenvolvimento do setor de biocombustíveis e processamento de alimentos.
O aporte público compõe a estrutura de capital de um plano de investimentos total avaliado em R$ 230 milhões que será executado pelo Grupo Potencial na região metropolitana de Curitiba. A nova unidade terá capacidade nominal de produção diária para até 1,2 mil toneladas de biodiesel, além de gerar 120 toneladas/dia de glicerina bruta e 110 toneladas/dia de óleo sintético como subprodutos do processo de refino e síntese.
Com a entrada em operação da terceira fábrica, o complexo industrial da companhia em Lapa elevará sua capacidade de produção consolidada para 3,3 mil toneladas de biodiesel por dia. A nova estrutura será integrada de forma direta ao parque fabril já existente no local, que conta com duas plantas de produção do biocombustível, duas unidades dedicadas ao refino de glicerina e uma unidade de glicerólise, visando otimizar a escala operacional.
De acordo com projeções do BNDES, o incremento de capacidade produtiva proporcionará um impacto ambiental relevante na matriz de mobilidade nacional. A estimativa oficial é que a captura e substituição de emissões promovidas pela nova operação alcancem cerca de 782,2 mil toneladas de CO₂ equivalente por ano, aproveitando como insumo principal biomassas regionais como o óleo de soja, girassol, mamona e gorduras de origem animal.
O investimento reforça o posicionamento do Paraná como um dos principais polos de agroenergia e descarbonização do país. A consolidação do projeto amplia o fornecimento de biocombustíveis em alinhamento com as metas nacionais de transição energética, garantindo maior sustentabilidade para o abastecimento da frota de transporte rodoviário de cargas e passageiros.
