Brasil cai para 11ª maior economia do mundo em 2025

O Brasil terminou 2025 como a 11ª maior economia do mundo em valores correntes. O dado vem de projeções compiladas por Alex Agostini, economista-chefe da Austin Rating, com base no PIB divulgado nesta terça-feira pelo IBGE e nas estimativas do Fundo Monetário Internacional para as 15 maiores economias globais. O país registrou PIB corrente de US$ 2,2 trilhões e respondeu por 1,9% do produto global.

A queda de posição é direta: em 2024, o Brasil ocupava o 10º lugar e representava 2% do PIB mundial. Agora, saiu do grupo das dez maiores economias do planeta.

Quem lidera e onde o Brasil se encaixa

No topo do ranking, os Estados Unidos respondem por 26,1% do PIB global, seguidos pela China, com 16,6%. A Alemanha ocupa o terceiro lugar, com 4,3%, e o Japão aparece na quarta posição, com 3,6%. Juntas, as 15 maiores economias da lista concentram 75% de toda a riqueza produzida no mundo.

Para 2026, as estimativas apontam que os EUA devem recuar para 25,7% de participação, enquanto a China deve avançar 0,1%. O Brasil, por sua vez, ficou na 39ª posição entre 60 países no crescimento trimestral, com variação de 0,1% no quarto trimestre de 2025. O desempenho superou o de economias como Reino Unido, Itália, Alemanha e Japão, mas ficou atrás de EUA e China. O país que mais cresceu no período foi Taiwan, com alta de 5,4%.

PIB cresce 2,3% no ano, mas consumo desacelera

No acumulado de 2025, o PIB brasileiro totalizou R$ 12,7 trilhões, com crescimento de 2,3%. O PIB per capita chegou a R$ 59.687,49, avanço real de 1,9% frente a 2024. Agropecuária (11,7%), Serviços (1,8%) e Indústria (1,4%) avançaram. Os recordes de produção de milho (23,6%) e soja (14,6%) impulsionaram o setor agrícola. Nas Indústrias Extrativas, a alta foi de 8,6%, enquanto a Indústria de Transformação recuou 0,2%.

O consumo das famílias cresceu 1,3%, bem abaixo dos 5,1% registrados em 2024, reflexo direto da política de juros altos. O consumo do governo avançou 2,1%, e a Formação Bruta de Capital Fixo subiu 2,9%. A taxa de investimento ficou em 16,8% do PIB, e a de poupança, em 14,4%. A próxima divulgação do PIB, referente ao primeiro trimestre de 2026, acontece em 29 de maio.

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