Brasil pode encerrar 2026 com superávit comercial de US$ 90 bilhões, projeta governo

REUTERS/Jorge Silva

O Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) estima que o Brasil poderá encerrar 2026 com um superávit comercial de US$ 90 bilhões. A projeção considera o desempenho das exportações e importações brasileiras ao longo do ano e reforça a expectativa de manutenção de um saldo positivo na balança comercial.

Exportações seguem como principal motor

Segundo o MDIC, o resultado deverá ser sustentado pelo bom desempenho das exportações brasileiras, especialmente de produtos do agronegócio, da mineração e da indústria de transformação.

A demanda internacional por commodities e produtos industrializados continua sendo um dos principais fatores para o saldo positivo da balança comercial.

Importações também devem crescer

O governo prevê avanço nas importações em relação ao ano anterior, impulsionado pela recuperação da atividade econômica e pelo aumento da demanda por máquinas, equipamentos, insumos industriais e bens de consumo.

Mesmo com esse crescimento, a expectativa é de que as exportações permaneçam em patamar superior, garantindo o superávit.

Balança comercial influencia economia

O saldo positivo da balança comercial contribui para o ingresso de divisas no país e pode fortalecer as contas externas brasileiras.

Além disso, um desempenho favorável do comércio exterior tende a reduzir pressões sobre o mercado cambial e reforçar a confiança de investidores.

Agronegócio mantém protagonismo

O agronegócio deverá continuar entre os principais responsáveis pelas exportações brasileiras em 2026.

Produtos como soja, milho, carnes, café, celulose e minério de ferro permanecem entre os itens com maior participação na pauta exportadora do país.

Cenário externo segue no radar

Apesar das perspectivas positivas, especialistas destacam que fatores como o ritmo de crescimento da economia mundial, oscilações nos preços das commodities, tensões geopolíticas e variações cambiais poderão influenciar o desempenho do comércio exterior ao longo do ano.

O governo afirma que continuará monitorando esses fatores para atualizar as projeções conforme a evolução do cenário econômico internacional.

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