O BTG Pactual restabeleceu as operações via Pix após suspender temporariamente o serviço por causa de um ataque hacker identificado no último fim de semana. A interrupção ocorreu de forma preventiva depois que sistemas de segurança detectaram atividades consideradas atípicas.
A paralisação foi adotada no domingo, enquanto a instituição investigava a origem e a extensão do incidente. Já na manhã de segunda-feira, o serviço começou a ser normalizado para os clientes.
Segundo informações apuradas no mercado, o ataque teria resultado no desvio de aproximadamente R$ 100 milhões, embora o banco não tenha confirmado oficialmente os valores. Parte significativa do montante foi recuperada, restando ainda uma parcela estimada entre R$ 20 milhões e R$ 40 milhões em apuração.
Banco afirma que clientes não foram afetados
Em comunicado, o banco informou que não houve acesso a contas de clientes nem vazamento de dados, reforçando que o incidente foi contido sem comprometer informações sensíveis.
As informações indicam que os recursos desviados não estavam vinculados diretamente às contas de correntistas, mas a valores mantidos pela própria instituição em operações relacionadas ao sistema financeiro.
O episódio foi classificado como pontual e restrito ao ambiente do banco, sem impacto no funcionamento geral do sistema Pix, operado pelo Banco Central.
O caso se soma a uma série recente de ataques cibernéticos envolvendo o sistema de pagamentos instantâneos no Brasil, que têm explorado vulnerabilidades tecnológicas e operacionais em instituições financeiras e empresas de tecnologia.
A ocorrência reforça a crescente preocupação do setor com segurança digital, em um contexto de aumento da sofisticação de fraudes e da necessidade de aprimoramento contínuo dos mecanismos de proteção.
