Representantes do setor cafeeiro brasileiro participaram de um dos principais encontros da indústria global para discutir desafios comerciais no mercado dos Estados Unidos. A agenda foi liderada pelo Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé), com foco nas tarifas e nas condições de acesso ao principal mercado consumidor do mundo.
Atualmente, o café verde, torrado e moído do Brasil entra nos Estados Unidos sem tarifas. Já o café solúvel enfrenta uma taxação de 10%, o que reduz a competitividade do produto brasileiro em relação a países como o México, que exporta sem essa cobrança.
Durante as reuniões, representantes do setor buscaram alinhar estratégias com entidades internacionais para reduzir riscos comerciais e defender a posição do café brasileiro no mercado americano.
Investigação comercial eleva risco de novas tarifas
Outro ponto central das discussões é uma investigação aberta pelo Office of the United States Trade Representative (USTR), órgão responsável pela política comercial dos Estados Unidos. O processo ocorre com base na legislação americana que permite apurar práticas consideradas prejudiciais ao comércio do país.
Esse tipo de investigação pode resultar na aplicação de novas tarifas ou restrições a produtos importados. Por isso, o setor cafeeiro brasileiro acompanha o tema de perto, já que eventuais medidas podem impactar diretamente a competitividade das exportações.
As discussões ocorreram durante a 2026 NCA Convention, realizada entre os dias 12 e 14 de março, em Tampa, na Flórida. O encontro reuniu entidades como a Associação Brasileira da Indústria de Café (Abic), a Associação Brasileira da Indústria de Café Solúvel (Abics) e representantes do governo brasileiro.
Além das negociações comerciais, o Brasil também utilizou o evento para promover a estratégia de posicionamento da marca “Cafés do Brasil”, com foco em sustentabilidade e inovação tecnológica na produção cafeeira.
