A Camil Alimentos (CAML3) reportou seus resultados financeiros referentes ao primeiro trimestre do ano fiscal de 2026, período encerrado em maio, destacando-se pela recuperação de sua rentabilidade na comparação sequencial, embora ainda enfrente pressões em seus indicadores anuais e de endividamento.
A companhia registrou um lucro líquido de R$ 28 milhões no trimestre, revertendo de forma positiva o prejuízo líquido de R$ 40,3 milhões apurado no quarto trimestre do exercício anterior. No entanto, quando confrontado com o mesmo intervalo do ano fiscal de 2025, o lucro líquido apresentou uma retração de 57,6%.
O lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) somou R$ 210 milhões entre março e maio. O desempenho operacional representa um avanço de 8,9% na comparação trimestral imediata, sinalizando melhora na dinâmica de custos de curto prazo, mas ainda amarga uma queda de 9,9% no confronto anual. A margem Ebitda consolidada da fabricante de alimentos fixou-se em 7,9%, o que equivale a um recuo de 0,8 ponto percentual em relação ao primeiro trimestre do ano fiscal anterior e a uma leve expansão de 0,2 ponto percentual na base sequencial.
No topo do balanço, a receita líquida da Camil alcançou R$ 2,67 bilhões, demonstrando resiliência comercial. O faturamento apresentou estabilidade ao registrar uma oscilação negativa de apenas 0,7% frente ao mesmo período do ciclo anterior, enquanto avançou robustos 6,6% em relação ao trimestre imediatamente anterior.
Um dos principais destaques operacionais foi o comportamento da margem bruta, que avançou 1,9 ponto percentual no ano, atingindo 24,4%, impulsionada por ganhos graduais de eficiência fabril e por um mix de vendas mais favorável e de maior valor agregado.
Por outro lado, a estrutura de capital da companhia acendeu um sinal de alerta para os analistas de mercado devido ao aumento de sua alavancagem financeira. A relação entre a dívida líquida e o Ebitda acumulado dos últimos 12 meses subiu para 4,7 vezes ao final de maio de 2026.
O indicador de endividamento deteriorou-se tanto na comparação anual, quando estava em 4,1 vezes, quanto na base sequencial de comparação, momento em que a relação situava-se em um patamar significativamente mais confortável de 3,2 vezes.
