A Amaggi pretende captar R$ 3,5 bilhões no mercado financeiro após ampliar investimentos no setor de etanol de milho. A operação ocorre poucas semanas depois da compra de 40% da produtora de biocombustíveis FS.
A emissão será realizada por meio de uma CPR-F, título de dívida ligado à produção agrícola e liquidado em dinheiro. Segundo o InvestNews, a operação é destinada a investidores profissionais e terá prazo de dez anos.
A remuneração prevista será de CDI mais 1,08% ao ano, com cinco anos de carência para amortização do principal.
Empresa amplia presença no mercado de biocombustíveis
A movimentação reforça a entrada da Amaggi no setor de etanol de milho, segmento que ganhou força nos últimos anos no Brasil.
Em maio, a companhia anunciou a compra de 40% da FS, uma das principais produtoras de etanol de milho do país. A empresa possui três usinas em Mato Grosso e capacidade anual de cerca de 2,5 bilhões de litros de etanol.
Especialistas avaliam que a operação fortalece a estratégia de verticalização da Amaggi no agronegócio e amplia presença em combustíveis renováveis.
Etanol de milho cresce no Brasil
O etanol de milho vem ganhando participação no mercado brasileiro de biocombustíveis.
Segundo dados citados por empresas do setor, o combustível já representa parcela relevante da produção nacional de etanol, principalmente na região Centro-Oeste.
O avanço ocorre impulsionado pela expansão da produção agrícola de milho e pelo crescimento da demanda por combustíveis renováveis.
Analistas apontam que Mato Grosso se consolidou como um dos principais polos de produção do segmento.
Estratégia envolve logística e industrialização
Além da produção agrícola, a Amaggi atua em logística, comercialização de grãos, energia e exportação.
A companhia informou anteriormente que também planeja investir em usinas próprias de etanol de milho em Mato Grosso.
O objetivo é ampliar a industrialização da produção agrícola e gerar maior valor agregado à cadeia do agronegócio.
Mercado acompanha expansão do setor
O crescimento do etanol de milho aumentou o interesse de investidores no setor de bioenergia.
Empresas passaram a ampliar investimentos em produção, infraestrutura logística e descarbonização.
Especialistas avaliam que o segmento deve continuar em expansão diante da busca global por combustíveis renováveis e alternativas de menor emissão de carbono.
