Rastreabilidade digital atende novas exigências internacionais
O uso de tecnologia tem ampliado o acesso da carne brasileira ao mercado halal, impulsionado por novas exigências de rastreabilidade e transparência na cadeia produtiva.
Empresas brasileiras passaram a adotar soluções baseadas em inteligência artificial e QR codes para garantir a origem e o cumprimento dos protocolos exigidos por países islâmicos. A tecnologia permite acompanhar o produto desde a fazenda até o consumidor final, atendendo a padrões mais rigorosos de certificação.
O conceito de halal, que significa “permitido” em árabe, envolve regras específicas de abate e processamento. Antes, a comprovação dessas práticas era feita com documentos e registros pontuais. Agora, compradores exigem rastreabilidade completa, com informações detalhadas de toda a cadeia produtiva.
Esse avanço tecnológico transforma a certificação em um processo contínuo e verificável, aumentando a confiança dos importadores e facilitando a inserção da carne brasileira em mercados mais exigentes.
Mercado bilionário impulsiona adoção de inovação
O mercado halal movimenta cerca de US$ 2,6 trilhões globalmente e atende aproximadamente 2 bilhões de consumidores, o que reforça seu potencial estratégico para o agronegócio brasileiro.
O Brasil já se destaca como um dos principais fornecedores para países árabes. Em 2025, as exportações do agro para essa região somaram cerca de US$ 21 bilhões, com forte participação da carne bovina e de frango.
A adoção de tecnologias de rastreabilidade também democratiza o acesso ao mercado. Pequenos e médios frigoríficos passam a ter condições de atender às exigências internacionais, ampliando a base de exportadores.
Além disso, países importadores, como a Arábia Saudita, já exigem sistemas digitais de verificação da cadeia produtiva, o que acelera a transformação tecnológica do setor.
A tendência é que a digitalização se torne padrão no comércio internacional de alimentos, especialmente em mercados sensíveis a questões culturais e religiosas. Nesse cenário, a capacidade de comprovar origem, qualidade e conformidade deve se consolidar como um diferencial competitivo para a carne brasileira.
