A startup norte-americana Checker Finance levantou US$ 8 milhões em uma rodada liderada pela Galaxy Ventures, AI Mada Ventures e Framework Ventures para ampliar sua infraestrutura voltada ao uso de stablecoins por bancos e instituições financeiras. A empresa também acelera sua presença no Brasil em parceria com o Braza Bank.
Criada em 2023, a Checker desenvolve uma infraestrutura que permite que bancos incorporem operações com criptomoedas e stablecoins através de uma única API. Segundo a companhia, a plataforma já movimentou US$ 3 bilhões em volume nos últimos 12 meses.
O aporte também contou com participação da corretora mexicana Bitso, reforçando o interesse crescente do mercado latino-americano em soluções ligadas a pagamentos internacionais e liquidez com ativos digitais.
Checker quer conectar bancos ao mercado de stablecoins
A proposta da startup é simplificar o acesso de instituições financeiras ao universo das stablecoins, criptomoedas lastreadas em moedas tradicionais como dólar e real.
Na prática, a infraestrutura criada pela empresa funciona como uma ponte entre bancos, provedores de liquidez e sistemas de pagamentos internacionais.
“Passamos nossas carreiras dentro de plataformas que operam 24/7 observando como a infraestrutura financeira existente é disfuncional, e sabemos quanto ela pode melhorar”, afirmou Jack Chong, cofundador da Checker.
A empresa afirma que seu sistema permite que instituições financeiras tomem e forneçam liquidez em diferentes países usando stablecoins como camada operacional.
Brasil virou peça importante na estratégia da startup
No Brasil, a Checker opera em parceria com o Braza Bank, instituição que emite duas stablecoins: a USDB, lastreada em dólar, e a BBRL, vinculada ao real.
As soluções são usadas principalmente em operações transfronteiriças, um dos segmentos que mais cresce dentro do mercado de ativos digitais.
Segundo Sebastian Villanueva, head de vendas da Checker para a América Latina, a ideia é permitir que bancos utilizem liquidez regional de forma integrada.
“Um banco brasileiro com forte capacidade de balanço em reais pode ser um provedor em nossa rede no Brasil enquanto também toma liquidez no Chile, na Colômbia ou no Peru”, explicou.
A empresa também afirmou que está em processo de filiação à Associação Brasileira de Câmbio (Abracam).
