A citricultura brasileira consolidou seu papel estratégico na geração de empregos no agronegócio nacional. Entre julho e dezembro de 2025, primeiro semestre da safra 2025/2026, o setor criou 23.637 postos de trabalho, registrando expansão de 32,3% em comparação com o mesmo período do ano anterior, quando foram contabilizadas 17.861 admissões. Os números são do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), sistematizados pela CitrusBR.
Segundo o diretor executivo da entidade, Ibiapaba Netto, os dados refletem a recuperação do setor após ciclos de safras menores. “Estamos observando uma retomada nas contratações depois de ciclos de safras menores, o que demonstra a capacidade do setor em gerar empregos nas cidades onde está presente”, afirmou.
Ao considerar o ano civil completo, de janeiro a dezembro de 2025, a performance foi igualmente positiva. O setor alcançou 55.400 admissões, superando as 51.774 vagas de 2024, um aumento de 7%. Trata se do melhor resultado dos últimos sete anos.
São Paulo concentra maior parte das vagas
O estado de São Paulo, principal polo citrícola do país, liderou a geração de empregos. No primeiro semestre da safra atual, foram criados 17.402 postos de trabalho, expansão de 34,2% frente aos 12.968 registrados no mesmo período da safra 2024/25.
A expansão da atividade para outras regiões produtoras também impulsionou as contratações. Minas Gerais registrou 3.375 admissões, crescimento de 48,3% comparado às 2.276 vagas do período anterior. No Paraná, o setor criou 990 empregos, alta de 42,2%. O destaque ficou com o Mato Grosso do Sul, que apresentou salto de 307,6%, com 485 admissões.
Para Netto, os números demonstram o impacto social da diversificação geográfica da citricultura. “A expansão da laranja para outras regiões produtoras tem causado um efeito positivo na abertura de postos de trabalho, com alto impacto social”, concluiu o diretor.








