A Trivia Trens nomeou Cláudio Andrade como seu novo CEO. O executivo chega ao comando da concessionária do Grupo Comporte com a missão de liderar a operação das linhas 11-Coral, 12-Safira e 13-Jade dos trens metropolitanos de São Paulo.
A nova fase envolve um plano de investimentos estimado em R$ 14,3 bilhões, direcionado à operação, manutenção e modernização da infraestrutura ferroviária atendida pela concessionária.
Com mais de 30 anos de experiência nos setores de mobilidade e infraestrutura, Andrade terá entre suas prioridades a melhoria da eficiência operacional, a modernização dos serviços e a construção de uma gestão capaz de atender passageiros, funcionários, acionistas e o poder concedente.
“Inicio este novo capítulo na Trivia Trens com o compromisso de fortalecer a excelência operacional, impulsionar a modernização dos serviços e construir uma gestão sustentável capaz de gerar valor para a sociedade”, afirmou o executivo.
Cláudio Andrade acumula experiência em concessões ferroviárias
Antes de assumir a Trivia Trens, Andrade ocupava a diretoria de implantação da TIC Trens, companhia responsável pelo projeto do Trem Intercidades.
O executivo também comandou o Metrô de Belo Horizonte, onde participou da gestão de uma operação ferroviária inserida em um processo de concessão e modernização.
Ao longo da carreira, acumulou experiência na implantação, operação e administração de sistemas de transporte sobre trilhos, além da condução de projetos de infraestrutura que dependem da articulação entre empresas privadas e o poder público.
Esse histórico será importante para a nova função, que envolve uma das principais redes de transporte metropolitano do país.
As linhas que passarão à gestão da Trivia Trens conectam áreas estratégicas da Região Metropolitana de São Paulo e transportam diariamente passageiros que dependem do sistema para trabalhar, estudar e acessar serviços públicos.
Linhas conectam a capital à região metropolitana
A Linha 11-Coral liga a região central de São Paulo ao Alto Tietê, atendendo áreas como Tatuapé, Itaquera, Guaianases, Ferraz de Vasconcelos, Poá, Suzano e Mogi das Cruzes.
Já a Linha 12-Safira conecta o Brás a municípios da região leste, incluindo Itaquaquecetuba, e exerce papel importante na integração entre a capital e cidades metropolitanas.
A Linha 13-Jade é responsável pela ligação ferroviária com o Aeroporto Internacional de São Paulo, em Guarulhos, além de atender passageiros de bairros e municípios próximos.
A gestão conjunta das três linhas cria oportunidades para integrar operações, manutenção, atendimento e investimentos. Ao mesmo tempo, aumenta a responsabilidade da concessionária diante da dimensão do sistema e da quantidade de passageiros atendidos.
Investimentos devem modernizar infraestrutura
O volume de R$ 14,3 bilhões previsto para a concessão deverá financiar intervenções em estações, sistemas, trens e estruturas operacionais.
Entre os desafios típicos de uma operação dessa escala estão a renovação de equipamentos, a redução de falhas, a melhoria da sinalização e a ampliação da capacidade de atendimento nos horários de maior movimento.
A modernização também pode envolver sistemas de informação aos passageiros, canais digitais, segurança, acessibilidade e integração com outros meios de transporte.
Para Andrade, o objetivo será combinar os investimentos com ganhos percebidos pelos usuários.
“Queremos oferecer um transporte cada vez mais seguro, eficiente e de qualidade para a Região Metropolitana de São Paulo”, afirmou.
Novo CEO terá desafio de assumir operação sem interromper serviço
A transição de uma operação ferroviária para uma concessionária privada exige planejamento para evitar impactos aos passageiros.
Durante o processo, a Trivia Trens precisará incorporar equipes, sistemas, contratos, rotinas de manutenção e informações acumuladas ao longo dos anos de funcionamento das linhas.
A companhia também terá de estabelecer indicadores de desempenho e acompanhar compromissos definidos no contrato de concessão.
A experiência de Andrade em implantação e gestão de operações ferroviárias poderá ajudar na coordenação dessas etapas, especialmente na relação com órgãos públicos, fornecedores e equipes técnicas.
Além da execução dos investimentos, o novo CEO precisará conduzir uma operação com alta exposição pública. Interrupções, atrasos e falhas de comunicação afetam diretamente a rotina de milhares de passageiros e costumam gerar cobranças imediatas.
