A Copa do Mundo deve acelerar uma mudança que já vinha redesenhando o varejo digital: o celular como principal ponto de compra. Um estudo da Rakuten Advertising aponta que 82% dos brasileiros pretendem fazer compras relacionadas ao evento pelo smartphone, enquanto 73% planejam gastar mais no e-commerce durante o período.
O levantamento também mostra o peso dos vídeos curtos nessa jornada. Formatos como Reels, TikTok e Shorts influenciam 85% dos consumidores na descoberta de ofertas, segundo a pesquisa. Na prática, o consumo ligado ao torneio começa antes do carrinho: passa pelo conteúdo rápido, pela recomendação social e pela navegação mobile.
Copa deve unir torcida, vídeo curto e compra por impulso
A relação entre futebol e consumo sempre foi forte, mas o caminho até a compra mudou. Em vez de depender apenas de TV, loja física ou grandes campanhas, marcas passam a disputar atenção em vídeos de poucos segundos, criados para circular rápido e levar o consumidor direto para a oferta.
Para o varejo, isso muda a lógica da campanha. O celular deixa de ser apenas uma tela de apoio durante o jogo e vira o ambiente onde o torcedor descobre produto, compara preço, recebe cupom e finaliza a compra.
Bruna Nobre, diretora de Publisher Partnerships da Rakuten Advertising, afirma que a conveniência passou a ditar o ritmo das transações.
“A conveniência dita o ritmo das transações. O aparelho celular deixou de ser uma tela de apoio para se tornar o ponto central de conversão. O clima de celebração é um convite direto às compras, impulsionado pela facilidade digital e pela modernização da jornada do torcedor”, diz.
Maioria pretende gastar mais no e-commerce
O estudo indica que o apetite de consumo para o período é alto. Além dos 73% que planejam elevar os gastos online, 30% dizem estar dispostos a gastar muito mais que o habitual.
Na outra ponta, apenas 9% dos entrevistados afirmam não ter intenção de abrir a carteira por causa da competição. O dado sugere que a Copa deve funcionar como um gatilho comercial relevante para categorias ligadas a torcida, eletrônicos, moda, delivery, decoração, bebidas, alimentos e itens de conveniência.
O ponto central para empresas será transformar interesse em conversão. Com o consumidor cada vez mais habituado a comprar pelo celular, páginas lentas, checkouts longos e pouca clareza na oferta podem custar caro.
Vídeos curtos viram porta de entrada para ofertas
O dado mais forte da pesquisa está no papel do conteúdo. Com 85% de influência sobre consumidores que buscam ofertas, vídeos curtos aparecem como peça decisiva para marcas que querem vender durante a Copa.
Esse formato combina entretenimento, descoberta e recomendação. Para o usuário, a oferta surge dentro de uma experiência natural de consumo de conteúdo. Para as marcas, o desafio é aparecer sem parecer interrupção.
“Os dados confirmam que a Copa do Mundo se tornou uma experiência prioritariamente digital. As marcas que desejam converter precisam marcar presença onde o público está: no conteúdo ágil e com uma navegabilidade mobile impecável”, afirma Bruna.
