Controlada da Axia capta R$ 1,9 bilhão em operação de financiamento

A AXIA Energia Sul, subsidiária operacional do grupo AXIA Energia (AXIA3), anunciou a aprovação de duas operações financeiras de grande porte que, combinadas, somam R$ 1,9 bilhão. A estratégia de captação foi desenhada para dar robustez à estrutura de capital da companhia, promovendo o alongamento do perfil de suas dívidas e assegurando o funding necessário para o portfólio de investimentos em projetos de infraestrutura de longo prazo.

A primeira linha de financiamento será viabilizada por meio do mercado de capitais, com a aprovação da 6ª emissão de debêntures da companhia, no montante de R$ 1,4 bilhão. Os títulos de dívida terão um prazo de vencimento de 20 anos e carregarão uma estrutura de remuneração indexada à inflação, atrelada ao comportamento do IPCA ou ao prêmio das Notas do Tesouro Nacional Série B (NTN-B). Direcionados exclusivamente a investidores profissionais, os papéis contarão com o benefício fiscal de isenção ou alíquota reduzida de Imposto de Renda conferido pela Lei 12.431 (debêntures incentivadas de infraestrutura).

A modelagem prevê o fluxo de pagamento de juros e o cronograma de amortização do principal em parcelas semestrais, lastreados por garantia real e fiança corporativa prestada pela holding controladora.

Como complemento ao montante levantado com as debêntures, a AXIA Energia Sul fechou uma linha de crédito bilateral de R$ 500 milhões junto ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). A captação utilizará recursos do Fundo Clima, programa governamental focado no financiamento de projetos voltados à transição energética e à redução de emissões de carbono.

O contrato com a instituição de fomento foi fechado a uma taxa de juros fixa de 8,05% ao ano, patamar competitivo diante do atual cenário macroeconômico de juros elevados.

A operação também possui prazo total de maturação de 20 anos, mas diferencia-se das debêntures por adotar um cronograma de pagamento de encargos e amortização do saldo devedor com periodicidade mensal.

Para a liberação dos recursos pela estatal, o contrato estabeleceu estruturas de mitigação de risco e garantias semelhantes às que foram concedidas na emissão dos títulos de mercado.

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