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Home Economia

Criação de vagas em janeiro recua ao menor nível para o mês desde 2024

João Pedro Camargo Corenciuc por João Pedro Camargo Corenciuc
04/03/2026
em Economia
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O mercado de trabalho formal brasileiro iniciou o ano com saldo positivo, mas em ritmo desacelerado. De acordo com dados do Cadastro Geral de Emprego e Desemprego (Caged), divulgados pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), o país gerou 112.334 postos com carteira assinada em janeiro. O resultado, embora favorável, representa o desempenho mais fraco para o mês desde 2024, quando o saldo líquido foi de 173.127 vagas.

Na análise dos dados por setor, observa-se que o principal motor de contratações em janeiro foi a indústria, responsável por gerar 54.991 novos postos de trabalho. 

A construção civil também apresentou forte desempenho, adicionando 50.545 vagas à economia. O setor de serviços registrou a abertura de 40.525 vagas, enquanto a agropecuária somou 23.037 postos.

O ministro do Trabalho, Luiz Marinho, atribuiu o arrefecimento nas contratações diretamente à manutenção da taxa de juros em patamares restritivos. Segundo o chefe da pasta, a redução já era antecipada pelo governo como um reflexo da política monetária atual, que encarece o crédito e desestimula investimentos produtivos.

Em tom crítico, Marinho afirmou que a queda no ritmo de abertura de vagas pode ser vista como uma “vitória” para os defensores de um desaquecimento econômico como controle inflacionário, visão da qual ele discorda. “Não é o meu caso, que torço para o crescimento da economia”, pontuou o ministro, reforçando que o avanço do emprego depende diretamente de um cenário econômico em expansão, impulsionado por juros mais baixos.

O ministro também direcionou suas expectativas ao Banco Central e ao Comitê de Política Monetária (Copom), que se reúne ainda este mês. Embora tenha dito compreender as pressões técnicas enfrentadas pela autoridade monetária, Marinho defendeu uma maior flexibilidade na condução da política de juros. Para o governo, o alívio nas taxas é a condição essencial para que o mercado de trabalho recupere o fôlego registrado em períodos anteriores.

Tags: CopomEconomiaNegóciosVagas
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