Daniel Vorcaro é preso pela PF em nova fase de operação sobre o Banco Master

O empresário Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master, foi detido pela Polícia Federal nesta quarta-feira em uma nova etapa das investigações que apuram irregularidades na instituição financeira.

A prisão, autorizada pelo Supremo Tribunal Federal (STF), ocorre após Vorcaro ter sido alvo de uma operação anterior, em novembro, sob acusação de emissão de títulos de crédito fraudulentos — ocasião em que chegou a ser preso tentando embarcar para a Europa, sendo posteriormente liberado mediante o uso de tornozeleira eletrônica.

A atual fase da operação busca desarticular uma organização criminosa suspeita de crimes de corrupção, lavagem de dinheiro, ameaças e invasão de sistemas informáticos.

Ao todo, a Polícia Federal cumpriu quatro mandados de prisão preventiva e 15 de busca e apreensão nos estados de São Paulo e Minas Gerais. A ofensiva conta com o apoio técnico do Banco Central, que já havia decretado a liquidação do Banco Master em novembro, citando uma grave crise de liquidez e violações sistemáticas de normas regulatórias.

Entre os alvos das medidas cautelares está o ex-diretor do Banco Central, Paulo Sergio Neves de Souza. Segundo a decisão judicial do ministro André Mendonça, Souza realizava uma “consultoria informal” para Vorcaro e, por isso, foi submetido a busca e apreensão e ao monitoramento por tornozeleira eletrônica.

O nome da operação policial faz alusão direta à fragilidade dos controles internos da instituição, que teria permitido práticas de gestão fraudulenta e manipulação de mercado.

A defesa de Daniel Vorcaro e de Paulo Sergio Neves de Souza ainda não se manifestou oficialmente sobre as novas acusações. O caso, que agora corre sob a relatoria do ministro André Mendonça no STF, reforça o cerco jurídico à cúpula da instituição financeira, que detinha menos de 1% dos ativos bancários do país antes de sua falência operacional.

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