Depois de mais de duas décadas concentrada em criptografia e proteção de chaves digitais, a DINAMO inicia uma nova fase para disputar uma fatia maior do mercado de cibersegurança. A empresa passou a adotar o nome DINAMO Cyber Security Company e traçou a meta de alcançar R$ 1 bilhão em faturamento acumulado nos próximos cinco anos.
O plano amplia a atuação para áreas como identidade digital, autenticação, prevenção a fraudes, proteção de dados e gestão de acessos privilegiados, sem abandonar a criptografia, que seguirá como núcleo da operação.
A mudança ocorre em meio ao avanço de ataques mais sofisticados e ao uso crescente de inteligência artificial por agentes maliciosos. Na avaliação da companhia, empresas passaram a enfrentar riscos que atravessam identidades, aplicações, dados e operações críticas, exigindo soluções integradas.
“Durante mais de vinte anos construímos uma posição de liderança em criptografia, um dos pilares mais importantes da segurança digital. Essa experiência nos credencia para dar um passo natural: ampliar nossa atuação e levar esse conhecimento para todo o ecossistema de cibersegurança”, afirma Marco Zanini, CEO da DINAMO.
Empresa amplia portfólio além da criptografia
A DINAMO construiu sua atuação em tecnologias como infraestrutura de chaves públicas (PKI), Hardware Security Modules (HSMs) e proteção de ativos criptográficos.
Com a nova estratégia, pretende avançar sobre problemas que ganharam peso nas empresas, entre eles roubo de credenciais, fraudes digitais, acessos indevidos e exposição de informações sensíveis.
“A criptografia continuará sendo nosso DNA. Mas nossos clientes enfrentam desafios muito mais amplos. Queremos entregar uma plataforma completa de proteção digital”, diz Zanini.
Segundo a companhia, a expansão combinará tecnologia própria com produtos de fabricantes internacionais.
Atualmente, soluções de parceiros representam menos de 10% dos negócios da empresa. A meta para os próximos cinco anos é construir uma composição mais equilibrada entre produtos proprietários e tecnologias complementares.
IA eleva pressão sobre segurança digital
A decisão também responde à mudança no perfil das ameaças. Ferramentas de inteligência artificial passaram a reduzir barreiras para criação de golpes, automatização de ataques e produção de campanhas de engenharia social mais convincentes.
Ao mesmo tempo, empresas digitalizam processos, ampliam uso de nuvem e conectam mais sistemas, aumentando a quantidade de pontos que precisam ser protegidos.
Nesse cenário, a DINAMO pretende ampliar investimentos em pesquisa e desenvolvimento, lançar novas soluções próprias e fortalecer alianças com fornecedores globais.
O objetivo é reunir diferentes camadas de defesa em uma oferta integrada, em vez de atuar apenas sobre infraestrutura criptográfica.
Meta é acumular R$ 1 bilhão em receita
O reposicionamento comercial acompanha uma meta financeira ambiciosa. A DINAMO quer alcançar R$ 1 bilhão em faturamento acumulado ao longo dos próximos cinco anos.
A companhia não detalhou no comunicado sua receita atual nem a trajetória anual necessária para atingir o objetivo, mas aponta a ampliação do portfólio e o crescimento da demanda por proteção digital como pilares do plano.
A expansão também busca aumentar a participação de áreas como identidade, autenticação, prevenção a fraudes e proteção de dados dentro da receita.
“Não estamos mudando nossa essência. Estamos ampliando nossa capacidade de proteger nossos clientes. A confiança conquistada ao longo de décadas em criptografia é a base sobre a qual construiremos a próxima geração da DINAMO”, afirma Zanini.









