Dólar avança com mercado na expectativa por dados de inflação dos EUA

O mercado financeiro opera em clima de expectativa nesta terça-feira (13), com o dólar registrando leve alta enquanto os investidores aguardam indicadores cruciais que devem ditar o ritmo das taxas de juros nas maiores economias do mundo.

No Brasil, o dólar à vista subia 0,18% no início da manhã, cotado a R$ 5,381. O movimento reflete uma cautela global, já que os Estados Unidos divulgam hoje os dados de inflação (CPI) de dezembro. A projeção de economistas aponta para uma alta mensal de 0,3%, impulsionada por um fator moderno: o aumento nos preços de energia e eletricidade, em parte devido à crescente demanda dos data centers para inteligência artificial, que têm pressionado a infraestrutura energética norte-americana.

Internamente, os investidores processam os dados do setor de serviços divulgados pelo IBGE, que mostraram uma retração de 0,1% em novembro — um desempenho ligeiramente abaixo do esperado pelo mercado. Além disso, a agenda política ganha destaque à tarde, com o presidente Lula e o ministro Fernando Haddad lançando a plataforma digital da Reforma Tributária. Este evento marca um passo decisivo na regulamentação do novo sistema, que promete modernizar a arrecadação e a fiscalização no país.

 No exterior, a pressão política sobre o Federal Reserve, após investigação envolvendo Jerome Powell, aumenta a incerteza sobre a independência da política monetária americana. Esse cenário reforça a busca por proteção, mas também limita o apetite ao risco. O índice do dólar recua frente a outras moedas fortes, como euro e franco.

No Brasil, o Banco Central realiza leilão de swaps cambiais para rolagem de contratos, o que ajuda a conter volatilidade. Os fluxos seguem mistos, com parte dos investidores aproveitando a valorização recente do real para realizar lucros, enquanto outros mantêm posições defensivas.

A agenda do dia inclui o Relatório Focus no Brasil e dados de serviços do IBGE ao longo da semana. Nos EUA, o destaque é para os discursos de dirigentes do Fed, como Thomas Barkin e John Williams, que podem calibrar expectativas sobre juros. Além disso, o mercado acompanha a divulgação do CPI americano e balanços de grandes bancos, fatores que tendem a influenciar diretamente o câmbio.

No setor corporativo, o foco está na temporada de balanços nos EUA. Após o JPMorgan Chase abrir os trabalhos com lucros robustos, mas afetados por itens extraordinários, o mercado agora volta os olhos para os resultados de outras gigantes como Citigroup e Bank of America, que servirão como termômetro para a saúde do sistema financeiro global.

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