O programa Eco Invest Amazônia mobilizou R$ 13,2 bilhões em investimentos para projetos de bioeconomia, turismo sustentável e infraestrutura verde, com foco prioritário na Amazônia Legal. O anúncio foi feito pelos ministérios da Fazenda e do Meio Ambiente durante o lançamento do quinto leilão do programa.
Segundo o governo federal, aproximadamente R$ 9 bilhões dos recursos serão destinados à Amazônia Legal, fortalecendo projetos ligados à energia, saneamento, conectividade e logística de baixo carbono.
O programa utiliza o modelo de blended finance, no qual recursos públicos servem para atrair investimentos privados nacionais e internacionais. Pelo mecanismo, cada R$ 1 investido pelo Tesouro precisa mobilizar ao menos R$ 3 adicionais do setor privado.
Amazônia concentra maior parte dos recursos
O avanço do Eco Invest Amazônia reforça a estratégia do governo brasileiro de posicionar a região como centro da bioeconomia e da transformação ecológica.
Grande parte dos investimentos será direcionada à infraestrutura sustentável, incluindo projetos de saneamento, energia renovável, conectividade digital e logística voltada ao desenvolvimento regional.
Projetos ligados à sociobioeconomia também receberão recursos para apoiar povos indígenas, agricultores familiares e comunidades tradicionais.
Novo leilão mira inovação e tecnologia
O quinto leilão do programa terá foco em inovação tecnológica e sustentabilidade. A nova rodada prevê a criação de fundos ligados a fertilizantes verdes, baterias, minerais críticos, biocombustíveis, química verde e inteligência artificial.
Segundo o Ministério da Fazenda, a expectativa é que a nova etapa consiga mobilizar até R$ 50 bilhões em investimentos sustentáveis.
Especialistas avaliam que o programa busca ampliar competitividade do Brasil em setores estratégicos ligados à transição energética e à economia de baixo carbono.
Bancos e capital estrangeiro ampliam participação
O quarto leilão contou com participação de bancos públicos e privados, incluindo Banco do Brasil, BTG Pactual, Bradesco e ABC Brasil.
O modelo do programa exige que pelo menos 60% do capital privado mobilizado venha de investidores estrangeiros, fortalecendo a entrada de recursos internacionais em projetos sustentáveis brasileiros.
Bioeconomia ganha força no Brasil
O crescimento do Eco Invest Amazônia acompanha o avanço das discussões sobre desenvolvimento sustentável, preservação ambiental e geração de renda na região amazônica.
Especialistas afirmam que investimentos em bioeconomia, infraestrutura verde e inovação podem ampliar competitividade do Brasil na economia sustentável global.
O programa também reforça o movimento de expansão do financiamento climático e da participação do setor privado em projetos ambientais estratégicos.
