Depois de atuar por quatro anos como o principal franqueado da Ecoville, Cristiano Corrêa assumiu o comando da empresa que antes representava. Hoje, como CEO, lidera uma rede com mais de 300 franquias no país e um plano para elevar o faturamento de R$ 123,7 milhões, registrado em 2025, para cerca de R$ 160 milhões em 2026.
A meta representa crescimento de aproximadamente 30% e será sustentada por uma mudança na estratégia da companhia. A Ecoville quer deixar de ser vista apenas como uma rede de produtos de limpeza e ampliar a atuação em serviços, locação de equipamentos, lavanderias autônomas e novas categorias.
“A gente vem agregando novos negócios para aumentar a receita do franqueado. Hoje, não somos apenas uma revenda de produtos de limpeza”, afirma Corrêa.
De kombis a mais de 300 franquias
A Ecoville foi fundada em 2007 pelos irmãos Leandro e Leonardo Castelo. A empresa começou vendendo produtos de limpeza em kombis, em um modelo porta a porta, e depois migrou para o franchising.
Com o tempo, a marca se consolidou como uma das principais redes brasileiras do segmento. Hoje, tem mais de 300 unidades em operação, principalmente nas regiões Sul e Sudeste, que concentram cerca de 70% da rede.
O investimento inicial para abrir uma franquia parte de R$ 249 mil, com retorno estimado entre 18 e 24 meses.
Engenheiro virou franqueado de destaque
Cristiano Corrêa chegou à Ecoville em 2016, quando abriu uma unidade em Itapema, no litoral de Santa Catarina. Antes disso, construiu carreira como engenheiro mecânico em grandes empresas, com passagens por áreas de qualidade, planejamento estratégico e logística.
A unidade comandada por ele se tornou a principal franquia da rede por quatro anos consecutivos. O desempenho chamou a atenção dos fundadores e abriu caminho para sua chegada à liderança da companhia.
Antes de assumir a Ecoville, Corrêa também fundou a Vertex, empresa especializada em serviços de limpeza e zeladoria de condomínios, que chegou a reunir 70 franqueados.
Serviços viram nova frente de crescimento
Uma das principais mudanças implementadas por Corrêa foi incorporar à Ecoville a experiência adquirida com a Vertex. A fusão das operações ocorreu em 2024 e deu origem à Ecoville Facilities, braço de serviços da rede.
Com isso, as unidades passaram a contar com novas possibilidades de receita. Além da venda de produtos de limpeza doméstica e profissional, os franqueados podem prestar serviços, alugar equipamentos e operar lavanderias autônomas.
A estratégia busca aumentar a rentabilidade das lojas já existentes, em vez de depender apenas da abertura de novas unidades.
“Eu trouxe para dentro da Ecoville tudo o que aprendemos no mercado de serviços. Isso amplia a rentabilidade do franqueado e fortalece a marca”, afirma o CEO.
Linha para piscinas deve gerar R$ 6 milhões
A novidade mais recente da rede é uma linha própria para tratamento e limpeza de piscinas. A expectativa da Ecoville é que a categoria gere R$ 6 milhões em vendas até o fim de 2026.
Segundo Corrêa, a demanda surgiu dentro das próprias lojas, a partir de clientes que já buscavam produtos para manutenção de piscinas.
A nova linha inclui itens para tratamento da água e limpeza do entorno. As formulações pertencem à Ecoville, enquanto a fabricação é feita por parceiros industriais.
América Latina está no radar
Além da expansão no Brasil, a Ecoville avalia sua entrada em outros mercados da América Latina. Argentina e Paraguai estão entre os primeiros países estudados pela companhia.
A empresa também trabalha em novos modelos de serviços autônomos, conectados à estratégia de transformar as franquias em centros de soluções para limpeza, manutenção e conveniência.
“Estamos estruturando a operação para dar esse próximo passo. A ideia é levar a Ecoville para outros mercados mantendo o modelo que construímos no Brasil”, afirma Corrêa.
Franquia quer vender mais por unidade
A nova fase da Ecoville acompanha uma tendência do franchising: redes que buscam aumentar a receita dos franqueados com mais produtos, serviços e modelos complementares.
No caso da empresa catarinense, a aposta está em usar a base de lojas para vender mais do que produtos de limpeza. Serviços profissionais, locação de equipamentos, lavanderias autônomas e categorias como piscinas passam a ampliar o papel das unidades.
Com mais de 300 franquias, faturamento acima de R$ 120 milhões e meta de chegar a R$ 160 milhões em 2026, a Ecoville tenta transformar uma marca nascida no porta a porta em uma plataforma de serviços para limpeza e manutenção.
