A Embraer e a indiana Bharat Forge (BFL) anunciaram nesta segunda-feira, 11, em Nova Délhi, a assinatura de um contrato para o fornecimento de materiais brutos forjados destinados à cadeia de suprimentos global da fabricante brasileira de aeronaves. O acordo é inédito: trata-se do primeiro contrato desse tipo firmado pela Embraer com um fornecedor da Índia.
O negócio integra a estratégia da companhia de expandir e diversificar sua base global de fornecedores, com atenção especial a mercados considerados estratégicos para o crescimento do setor aeroespacial. A Embraer tem buscado tornar sua cadeia produtiva menos dependente de poucos parceiros e regiões, movimento acelerado pelo cenário de instabilidade nas cadeias de suprimento globais observado nos últimos anos.
Para o vice-presidente executivo de Suprimentos Globais e Cadeia de Produção da Embraer, Roberto Chaves, o contrato vai além da dimensão comercial. “Este acordo reforça nossos planos de criar uma cadeia de suprimentos mais resiliente e competitiva, além de nosso compromisso com o desenvolvimento da indústria aeroespacial indiana”, afirmou o executivo durante o anúncio.
Do lado indiano, a Bharat Forge celebrou a conquista como um marco para o setor aeroespacial do país. O vice-presidente e diretor executivo conjunto da empresa, Amit B. Kalyani, destacou que ser o primeiro fornecedor indiano de componentes forjados para a Embraer “é um orgulho” e creditou o feito ao avanço das capacidades técnicas desenvolvidas pela BFL no segmento.
Kalyani também sinalizou ambição para aprofundar a parceria. Segundo ele, os contratos permitirão à Bharat Forge criar escala para componentes estruturais críticos, somando-se à presença que a empresa já construiu no fornecimento de componentes de motores aeronáuticos. “Esperamos ampliar e agregar valor à nossa associação com a Embraer nos próximos anos”, afirmou.
A Índia tem se consolidado como um polo crescente para a indústria aeroespacial global, atraindo investimentos de grandes fabricantes em busca de custos competitivos e capacidade industrial em expansão. Para a Embraer, o acordo representa um passo concreto na aproximação com esse mercado, que combina potencial de fornecimento com perspectivas de crescimento na demanda por aviação comercial e de defesa.









