A Embraer (EMBR3) estima que sua subsidiária voltada para a mobilidade aérea urbana, a Eve (EVEX), representará um incremento anual de US$ 1 bilhão a US$ 1,5 bilhão em suas receitas globais assim que a produção em escala industrial for totalmente estabelecida. A projeção financeira foi detalhada nesta terça-feira (9) pelo presidente-executivo da fabricante brasileira, Francisco Gomes Neto, que ponderou que o teto da estimativa estará atrelado ao comportamento de consolidação da demanda nesse novo mercado.
O cronograma operacional da Eve prevê que o veículo elétrico de decolagem e pouso vertical (eVTOL) — popularmente conhecido como “carro voador” — passe pelas etapas finais de homologação junto às autoridades aeronáuticas para entrar oficialmente em serviço em 2028.
As estimativas traçadas para a Eve integram um plano robusto de expansão plurianual do grupo Embraer, que busca diversificar suas linhas de negócios para além da aviação comercial e executiva tradicional.
A Embraer reafirmou sua total confiança no cumprimento do guidance financeiro estipulado para este ano, projetando consolidar uma receita global do grupo localizada na faixa entre US$ 8,2 bilhões e US$ 8,5 bilhões.
O planejamento estratégico desenhado pela diretoria executiva visa romper a barreira das dezenas de bilhões de dólares de faturamento até o final desta década, com Gomes Neto sinalizando que esse patamar histórico pode ser alcançado antes mesmo de 2030, a depender do ritmo de entregas das encomendas acumuladas.
O avanço no desenvolvimento dos eVTOLs posiciona a fabricante brasileira na vanguarda da transição tecnológica de baixa emissão de carbono no setor aeroespacial, assegurando uma carteira de intenções de compra robusta junto a operadores de transporte e linhas aéreas globais antes mesmo do início da montagem em série.









