Engie Brasil aprova emissão de debêntures de R$ 700 milhões

A Engie Brasil Energia protocolou junto à Comissão de Valores Mobiliários (CVM) o pedido de registro para a realização de sua próxima emissão pública de debêntures simples, com o objetivo de captar até R$ 700 milhões no mercado de capitais regulado. A operação financeira foi estruturada sob o rito de distribuição automática, amparado pelos novos mecanismos de celeridade e eficiência de mercado previstos na Resolução CVM 160.

O lote total da captação poderá envolver a distribuição de até 700 mil títulos de dívida corporativa, com valor nominal unitário fixado em R$ 1.000,00. Por se tratar de uma emissão sob o rito automático destinado a investidores qualificados e institucionais, a oferta será direcionada exclusivamente a investidores profissionais, permitindo à gerência financeira da geradora de energia otimizar o custo de captação (funding) diante das condições vigentes de liquidez e taxas de juros do mercado doméstico.

A captação de recursos foi planejada de forma híbrida e será dividida em duas séries estratégicas para atrair diferentes perfis de maturidade de carteira no mercado de renda fixa. A primeira série contará com o lote firme de 200 mil debêntures simples, enquanto a segunda série englobará o volume restante de até 500 mil títulos.

Os papéis emitidos pela geradora possuem a classificação de não conversíveis em ações, o que blinda a estrutura societária atual e evita a diluição dos atuais acionistas da companhia na B3. Adicionalmente, os títulos foram registrados sob a espécie quirografária.

Essa modalidade indica que os novos debenturistas não contam com garantias reais ou ativos físicos da Engie vinculados diretamente à emissão, tendo o patrimônio líquido geral da empresa e sua forte capacidade de geração de caixa operacional como os lastros principais para o cumprimento das obrigações financeiras.

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