Os estoques de petróleo bruto nos Estados Unidos registraram um aumento expressivo na semana encerrada em 20 de março, contrariando as projeções de analistas que previam uma retração nas reservas.
Segundo dados divulgados pelo Departamento de Energia (DoE) nesta quarta-feira (25), as reservas subiram 6,926 milhões de barris, elevando o total para 456,185 milhões de barris. O resultado surpreendeu o mercado financeiro, uma vez que o consenso de especialistas consultados pelo The Wall Street Journal apontava para uma queda de 200 mil barris no período.
O relatório detalhou que a pressão de alta também foi sentida no centro de distribuição de Cushing, em Oklahoma, onde os estoques avançaram 3,421 milhões de barris, atingindo a marca de 30,945 milhões.
No segmento de produtos refinados, o comportamento foi heterogêneo. Os estoques de destilados subiram 3,032 milhões de barris, frustrando a expectativa de uma queda de 1,8 milhão. Em contrapartida, as reservas de gasolina apresentaram um recuo de 2,593 milhões de barris, ligeiramente acima da queda de 2,4 milhões de barris estimada pelos analistas.
Apesar do acúmulo de óleo bruto, a atividade industrial nas refinarias norte-americanas mostrou aceleração. A taxa de utilização da capacidade de refino subiu de 91,4% para 92,9%, superando a previsão de 92% do mercado.
Paralelamente, a produção média diária de petróleo no país registrou uma leve desaceleração, caindo para 13,657 milhões de barris na semana. O conjunto desses indicadores fornece um panorama de oferta robusta, mesmo com o ajuste na produção, o que deve influenciar as negociações nos mercados globais de energia nos próximos dias.
