O número de exames para rastreamento do câncer de intestino no Sistema Único de Saúde (SUS) apresentou crescimento expressivo na última década, impulsionado por campanhas de conscientização como o Março Azul.
Entre 2016 e 2025, a quantidade de testes de sangue oculto nas fezes — principal exame de triagem da doença — passou de 1,1 milhão para 3,3 milhões, praticamente triplicando no período.
O avanço reflete a ampliação do acesso ao diagnóstico precoce, considerado fundamental para aumentar as chances de cura. O exame identifica sinais iniciais da doença, muitas vezes antes do surgimento de sintomas, permitindo encaminhamento rápido para investigação complementar.
Além desse teste, a rede pública também ampliou a realização de colonoscopias, procedimento utilizado para confirmação do diagnóstico e identificação de lesões no intestino.
Crescimento não elimina desafios no acesso e prevenção
Apesar da expansão dos exames, especialistas apontam que ainda existem desafios para ampliar a cobertura do rastreamento, especialmente entre a população de maior risco.
O câncer de intestino, também chamado de câncer colorretal, está entre os mais frequentes no Brasil e pode se desenvolver de forma silenciosa nas fases iniciais. A ausência de sintomas reforça a importância de políticas públicas voltadas à prevenção e à detecção precoce.
A recomendação médica é que o rastreamento seja feito principalmente a partir dos 45 anos ou antes, em casos de histórico familiar da doença. O exame de sangue oculto nas fezes é considerado uma das principais ferramentas de triagem, por ser simples e de baixo custo.
O aumento na realização de exames também está associado a mudanças de comportamento da população e ao fortalecimento de campanhas educativas, que incentivam a busca por diagnóstico preventivo.
Mesmo com os avanços, a ampliação do acesso contínuo aos exames e a redução de desigualdades regionais seguem como pontos centrais para consolidar a prevenção e reduzir a mortalidade associada à doença no país.
